A Conferência de Rádio Católica 2025, promovida pela EWTN, atraiu centenas de profissionais e fiéis em Washington, D.C., nesta semana, para fortalecer a evangelização através da rádio.
Rádio católica como meio de evangelizar e criar conexão
Durante o evento, participantes tiveram a oportunidade de trocar experiências, aprender sobre práticas bem-sucedidas e discutir desafios enfrentados na mídia religiosa. O Gerente Geral da EWTN Radio, Jack Williams, afirmou que a troca de informações é fundamental para aprimorar o trabalho dos operadores de rádio católica.
Williams destacou que cerca de 65 afiliadas da rede, que transmitem conteúdos da EWTN por diferentes regiões do país, estiveram presentes. Muitos desses profissionais, segundo ele, não iniciaram suas carreiras na radiodifusão, mas responderam ao chamado de Madre Angelica, fundadora da EWTN, há quase 30 anos.

Fundada em 1996, a rede surgiu após um apelo de Madre Angelica em 1995, que convidou pessoas a adquirirem estações de rádio e transmitirem gratuitamente sua programação. Desde então, a expansão foi significativa: atualmente, há mais de 440 afiliadas pelo país.
Agenda do encontro: retiro e capacitações
O evento começou com um dia de retiro na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição. Nos dias seguintes, os participantes participaram de workshops e atividades de desenvolvimento profissional, voltadas para as necessidades identificadas pelos grupos afiliados, que se reúnem mensalmente para discutir questões do setor.
Quem falou na conferência foi também Michael Warsaw, presidente do conselho da EWTN, e Matthew Bunson, vice-presidente de notícias e diretor editorial. Bunson realizou uma palestra nesta terça-feira, abordando a relação dos papas com o rádio ao longo da história e a importância do evangelho nas mídias.
O papel dos papas na história do rádio católico
Segundo Bunson, desde 1931, quando o Papa Pio XI decidiu transmitir mensagens ao povo através do rádio, a Igreja reconhece seu potencial evangelizador. Papas como Pio XII, João Paulo II e outros, destacaram a importância dessa mídia na formação cultural, religiosa e social.
Durante o Concílio Vaticano II, em 1964, o documento Inter Mirifica reforçou o rádio como instrumento fundamental para o alcance coletivo e individual, enfatizando que a tecnologia deve ser usada de forma ética e responsável para promover a mensagem cristã.
O Papa Paulo VI e o Papa João Paulo II aprofundaram essa visão, mostrando que as mídias modernas, como a televisão e o rádio, mudaram os padrões de comunicação e ampliaram o alcance do evangelho.
A importância de uma identidade forte na rádio católica
Bunson ressaltou que a rádio católica deve manter uma identidade sólida e autêntica, alinhada aos ensinamentos da Igreja e ao legado papal. Para ele, a constante adaptação às mudanças tecnológicas e culturais é essencial para a efetividade da comunicação evangélica.
Com base na trajetória histórica e no exemplo dos papas, a equipe da EWTN reforça seu compromisso de oferecer conteúdo de qualidade, com fidelidade à mensagem cristã, promovendo uma cultura de fé, justice e dignidade humana.
Para saber mais detalhes sobre a conferência, acesse a reportagem completa no site da CNA.