Brasil, 29 de agosto de 2025
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Disputa interna na Petrobras por cargo de ouvidor-geral

A CEO da Petrobras busca fortalecer sua posição frente à candidatura do ministro de Minas e Energia.

A disputa pelo cargo de ouvidor-geral da Petrobras esquentou nos bastidores da estatal. A CEO Magda Chambriard, em um movimento estratégico, adicionou dois novos nomes à lista de candidatos, que agora conta com cinco opções. Esta decisão representa uma resposta direta às ações do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que vem pressionando a favor da indicação de sua candidata, Cristina Bueno Camatta. A lista revisada será apresentada ao Conselho de Administração nesta sexta-feira (29).

A pressão de Silveira e a reação de Magda

O ministro Silveira não tem medido esforços para promover sua escolhida, Cristina Camatta, que atualmente ocupa uma assessoria especial no Ministério de Minas e Energia. Fontes relatam que ele tem contatado conselheiros e ministros do governo Lula, buscando apoio para sua proposta. Por outro lado, Magda tem trabalhado nos bastidores para garantir que a escolha do novo ouvidor não favoreça Silveira.

Nomes na lista e estratégias internas

Até o momento, Magda tentava emplacar a atual gerente executiva de conformidade, Renata Citriniti, mas, nas últimas semanas, firmou um acordo com Bruno Moretti, presidente do Conselho de Administração, para incluir Sue Wolter, gerente de Riscos Sociais e Direitos Humanos, na lista. Essa manobra tem como objetivo aumentar as chances de uma indicação que não seja a de Camatta.

Além de Citriniti e Wolter, a lista ainda pode incluir Paula Porto, diretora jurídica da Petrobras, que já ocupa uma posição de destaque dentro da estatal. Esses movimentos configuram uma estratégia de Magda para contornar a pressão externa e manter sua influência sobre a empresa.

O cargo de ouvidor e sua relevância

O cargo de ouvidor-geral é considerado crucial na Petrobras, pois é responsável por gerenciar o canal de compliance e lidar com denúncias anônimas. Desde a saída de Cristiano Andrade, ex-ocupante do cargo desde o governo Jair Bolsonaro, a função está vaga e é controlada interinamente por Henrique Ximenes, servidor de carreira.

O salário do ouvidor-geral gira em torno de R$ 1,6 milhão por ano, incluindo bônus, o que torna o cargo atraente, mas também suscita debates sobre a capacidade e a experiência dos nomes indicados. Camatta, por exemplo, enfrenta resistência no Conselho, que questiona sua qualificação para a função, especialmente dada sua ascensão política ligada ao ministro Silveira.

Relações e pressões

Os movimentos em torno do cargo de ouvidor-geral refletem um jogo de poder maior dentro da Petrobras. Magda

tem lutado para consolidar sua base de apoio, consciente de que a escolha do novo ouvidor pode influenciar diretamente a operação e os relatórios de transparência da empresa. Sua crítica ao modelo de integridade atual é bem conhecida, o que levanta questões sobre os rumos que sua gestão pode tomar.

Apesar da pressão, Silveira nega ter realizado ações em favor de sua assessora, mas o jogo de interesses entre os dois continua a ser uma pauta importante na dinâmica interna da Petrobras. É um embate que reflete não apenas a disputa por um cargo, mas a luta pelo controle e pela integridade de uma das maiores estatais do Brasil.

Desdobramentos e expectativas

Nos próximos dias, a definição da nova Ouvidoria-Geral da Petrobras poderá trazer importantes desdobramentos. O desenrolar dessa disputa não afeta apenas o cargo, mas também as relações dentro do governo e os interesses da própria estatal, especialmente no que tange à transparência e à governança corporativa.

À medida que a lista dos candidatos é submetida ao Conselho de Administração, a expectativa é que novas alianças e estratégias sejam formadas, conforme os atores políticos buscam influenciar a decisão final. O resultado deste embate poderá ter um impacto significativo na cultura organizacional da Petrobras e na percepção pública sobre a integridade e a eficácia da gestão da estatal.

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