A fabricante de veículos de alto padrão Lotus informou nesta quinta-feira (28) que pretende cortar até 550 empregos em suas unidades no Reino Unido, o que representa mais de quarenta por cento dos seus 1.300 funcionários na região. A decisão faz parte de uma reestruturação necessária para garantir a sustentabilidade da empresa diante do cenário econômico global.
Impactos das tarifas e de mudanças globais no setor automotivo
A Lotus, controlada majoritariamente pela chinesa Geely, citou as incertezas causadas pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos como uma das principais razões para o ajuste na sua força de trabalho. “A transformação rápida do mercado automotivo e as mudanças nas políticas comerciais globais, incluindo tarifas, têm desafiado nossa operação”, afirmou o CEO da Lotus em comunicado oficial.
Contexto internacional e acordos comerciais
Em maio, Reino Unido e EUA fecharam um acordo que reduziu a tarifa sobre exportações de veículos do Reino Unido de 27,5% para 10% para até 100 mil unidades anuais. Apesar do avanço, o imposto ainda é superior ao que era praticado antes da onda de tarifas de Donald Trump, que buscava reativar a produção de automóveis nos EUA. Ainda assim, as exportações britânicas para os Estados Unidos se recuperaram em julho, após meses de queda, conforme dados do setor.
Fábricas da Lotus e o impacto da disputa tarifária
A Lotus possui várias unidades no Reino Unido, incluindo sua sede em Hethel, no leste da Inglaterra, além de uma fábrica em Wuhan, na China. A empresa enfrenta forte impacto da guerra tarifária, que afeta muitas montadoras na tentativa de realocar a produção de veículos para os Estados Unidos.
Reação de protestos e manifestações
Na semana passada, manifestantes de movimentos de esquerda realizaram protestos na Avenida Paulista contra as tarifas de Trump e a desigualdade de renda, refletindo o desconforto social gerado por tais medidas econômicas.
Perspectivas para o setor automotivo
Especialistas avaliam que a decisão da Lotus ilustra a vulnerabilidade do setor diante de uma política comercial instável. Analistas também alertam que mudanças similares podem ocorrer em outras montadoras, pressionando o mercado e a empregabilidade no Reino Unido.
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