Brasil, 29 de agosto de 2025
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

BNDES pode suspender cobrança de empréstimos de empresas afetadas pelo tarifão

Presidente do banco, Mercadante, sugere suspensão de dívidas e uso de juros subsidiados para apoiar exportadores impactados pelos EUA

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quinta-feira que a cobrança de empréstimos ativos de empresas afetadas pelo tarifão de Donald Trump poderá ser suspensa. A medida visa minimizar os efeitos do aumento tarifário imposto aos exportadores brasileiros, que participaram de reunião com representantes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) no Rio de Janeiro.

Possibilidade de suspensão e uso de juros subsidiados

Segundo Mercadante, a ideia da suspensão surgiu durante um encontro na sede do banco de fomento, com a participação de 15 prefeitos de cidades mais impactadas pelo tarifão. “Não tem prazo. Isso aqui surgiu hoje. Estou chamando a atenção de que, no Rio Grande do Sul, foi necessário. Talvez, em algumas situações (relacionadas ao tarifaço), venha a ser necessário”, declarou.

A proposta, conhecida no jargão bancário como “stand still”, foi utilizada pelo BNDES na pandemia de Covid-19 e também no pacote de socorro às regiões afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Na prática, a suspensão de pagamento facilitaria empresas que já têm empréstimos com o banco, aliviando momentaneamente a situação financeira dessas companhias.

Impacto na economia e apoio às exportadoras

Mercadante reforçou que a medida poderia ajudar especialmente negócios regionais, como os que lidam com produtos perecíveis, enquanto as compras públicas ainda não estão plenamente implantadas. Ele também destacou que, até o momento, o banco não estimou a quantidade de empresas que poderiam ser beneficiadas pela suspensão.

O presidente do banco ressaltou ainda que, na semana passada, foram detalhadas as condições de crédito do programa Brasil Soberano, que contempla R$ 30 bilhões em linhas de financiamento, financiadas com recursos do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e do próprio banco.

Prejuízo explícito versus subsídio implícito

Questionado sobre o custo fiscal de oferecer juros subsidiados abaixo das taxas de mercado, Mercadante afirmou que “o prejuízo explícito” em relação ao tarifaço é maior do que os benefícios do subsídio. “Existe um subsídio implícito nessas operações. Agora, qual é o prejuízo explícito, para o Brasil, de não fazer? Vamos deixar essas empresas quebrarem, os trabalhadores serem desempregados, colapsar receita dos municípios?”, ponderou.

Ele também destacou que muitas dessas empresas têm mais de 20 ou 30 anos de atuação, exportando com produtos de qualidade e vencendo concorrentes no mercado americano, defendendo o apoio do governo.

Perspectivas e próximos passos

Mercadante reafirmou que espera iniciar a aprovação dos primeiros empréstimos por volta do dia 15 de setembro, desde que o BNDES receba os dados detalhados da Receita Federal e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), sobre as empresas mais afetadas pelo tarifaço de Trump.

Além disso, o líder do banco indicou que a possibilidade de suspensão de empréstimos será avaliada conforme a evolução do cenário. A discussão ocorre em um momento em que o banco busca equilibrar o apoio às empresas e os custos fiscais envolvidos nas operações de crédito subsidiado.

Para mais detalhes, acesse o artigo completo.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes