Brasil, 29 de agosto de 2025
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O que saber sobre a vacinação contra a COVID-19 neste momento

Dúvidas sobre a disponibilidade, indicações e cobertura da vacina COVID-19 em 2025 continuam, com orientações em conflito e mudanças regulatórias

Com a circulação contínua do vírus da COVID-19, dúvidas persistem sobre quem deve se vacinar, quais vacinas estão disponíveis e se a imunização será coberta por planos de saúde em 2025. As recomendações federais mudaram e geram incerteza na população.

Atualizações nas recomendações e autorizações da FDA

No dia 27 de agosto, a Food and Drug Administration (FDA) autorizou novas versões das vacinas contra a COVID-19, mas com restrições. Os remédios foram aprovados apenas para pessoas com 65 anos ou mais, além de adultos e crianças acima de 6 meses com fatores de risco para formas graves da doença, como asma, obesidade ou diabetes.

Antes, a FDA tinha aprovado as vacinas da Pfizer e Moderna para todos acima de 6 meses de idade. Agora, a Pfizer não é mais autorizada para crianças menores de 5 anos, enquanto a Moderna mantém autorização para menores de 6 meses.

Conflito entre recomendações federais e associações médicas

Embora a FDA tenha restringido o uso, associações como a Academia Americana de Pediatria (AAP) continuam a sugerir que todas as crianças de 6 meses a 23 meses recebam a vacina contra a COVID-19. Da mesma forma, a Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia dos EUA (ACOG) recomenda a vacinação de todas as mulheres grávidas ou que estão amamentando.

Essas orientações contrariam as posições atualizadas do CDC, que desde maio não recomenda mais a vacina para grávidas saudáveis e crianças sem fatores de risco. A decisão da FDA também resultou na revogação de autorizações emergenciais para certos grupos infantis, limitando ainda mais quem pode receber as novas versões das vacinas.

Quem deve receber as novas vacinas contra a COVID-19?

Apesar da autorização, o CDC define quem deve se imunizar, baseado em recomendações do Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização (ACIP). No entanto, a próxima reunião do ACIP está marcada para 18 e 19 de setembro, e há controvérsia, pois o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., substituiu membros do comitê por opositores à vacinação, questionando a integridade do processo.

Contexto político e impacto na imunização

Situações como a troca de membros do ACIP e alegações de irregularidades levantam dúvidas sobre a condução das políticas de imunização nos EUA. O senador Bill Cassidy (R-Louisiana) pediu que a reunião seja adiada indefinidamente, alegando falta de transparência e processos científicos questionáveis.

Assim, a definição de quem deve se vacinar e qual vacina utilizar permanece incerta, refletindo o momento de tensões políticas e divergências no setor de saúde pública. Assim, a população deve acompanhar as recomendações oficiais e buscar orientações de profissionais de confiança.

Perspectivas futuras e recomendações

Espera-se que, nas próximas semanas, haja maior clareza sobre as diretrizes oficiais, especialmente após a próxima reunião do CDC. Até lá, o acompanhamento das decisões das instituições de saúde será essencial para quem deseja se proteger da COVID-19 neste cenário em mudança.

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