Um caso de infestação por parasita devorador de carne, conhecido como New World screwworm, foi registrado nos Estados Unidos neste mês, após uma viagem a El Salvador, informou o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS). Especialistas alertam que o risco de transmissão no país é baixo, mas reforçam medidas de prevenção para proteger a famílias.
Como o parasita age e quais cuidados tomar
De acordo com os especialistas, o larva do screwworm causa danos extensos ao burrowar no tecido vivo, alimentando-se de carne e mucosas com “lâminas cortantes”. Dr. Sheldon Campbell, especialista em doenças infecciosas da Yale, orienta que manter feridas abertas limpas e cobertas é essencial. “Utilize roupas leves de manga longa e meias para limitar áreas de picada”, aconselha. “Aplique repelentes de insetos registrados na EPA.”
Casos recentes e situação atual nos EUA
O paciente retornou a Maryland após viagem a El Salvador, país com surto ativo de screwworm. A visita do CDC confirmou o diagnóstico em 4 de agosto e afirmou que o paciente se recuperou sem transmitir a outros. As infestações humanas são raras nos EUA, com maior incidência em animais, especialmente gado, na América Central e México, notificam as autoridades.
Risco de propagação e histórico de erradicação
Ao contrário de décadas passadas, os EUA eliminaram a maioria das populações de screwworm usando técnica de reprodução de moscas machos esterilizadas. O Departamento de Agricultura anunciou a construção de uma nova instalação em Texas para continuar o combate ao parasita, reforçando as medidas de controle.
Quais cuidados evitar infestações em viagens
Para quem viaja a regiões com foco de infestação, Dr. Amesh Adalja, do Johns Hopkins, recomenda cobrir feridas abertas, dormir em ambientes fechados e aplicar repelentes. Dr. Sheldon Campbell lembra que “prevenção é fundamental” e indica tratar roupas com permethrin, além de usar roupas que cubram o corpo e evitar dormir ao ar livre.
Perspectiva dos especialistas
Laurel Bristow, pesquisadora de doenças infecciosas da Universidade Emory, garante que a incidência de casos humanos ainda é “extremamente rara” nos EUA e que o foco deve ser na proteção de animais de fazenda. “Verificar sinais de infestação, como feridas que não cicatrizam ou apresentem larvas, é importante; caso identifique, procure atendimento médico,” afirma.
Tratamento e recomendações finais
De acordo com o CDC, a única forma de tratar o screwworm é remover manualmente as larvas do tecido infectado. Os profissionais de saúde devem fazer essa extração para evitar complicações maiores. A atenção deve estar voltada principalmente para a saúde animal, já que a proliferação em humanos é pouco comum, mas possível em ambientes rurais.
Especialistas ressaltam que o risco de transmissão nos Estados Unidos permanece baixo, mas reforçam cuidados básicos de higiene e proteção, especialmente para viajantes. A preocupação maior está no impacto sobre a pecuária, com possíveis prejuízos à indústria bovina, caso o parasita se estabeleça em áreas rurais.