O mercado de trabalho brasileiro permaneceu aquecido no segundo trimestre de 2025, com uma taxa média de desemprego de 5,8%, a menor da série histórica, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira. Apesar da melhora geral, 18 estados registraram queda na taxa de desocupação nesse período, sinalizando avanço na recuperação econômica do país.
Dados regionais revelam disparidades no desemprego
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua), Pernambuco foi o único estado a manter uma taxa de desemprego superior a 10%, fechando o trimestre com 10,4%. O estado apresentou estabilidade na taxa de um trimestre para o outro, refletindo dificuldades persistentes na sua recuperação econômica.
Na outra extremidade, Santa Catarina apresentou a menor taxa de desemprego, que caiu de 3% para 2,2%, indicando um mercado de trabalho mais robusto na região Sul. Essas disparidades reforçam as desigualdades existentes entre as regiões brasileiras na geração de empregos.
Perspectivas de fortalecimento do mercado de trabalho
William Kratochwill, analista da pesquisa, destacou que o mercado de trabalho continua forte em todo o país. “Houve uma redução da taxa de desocupação em todas as regiões do país”, afirmou. Essa tendência reflete a recuperação econômica após os impactos da pandemia de Covid-19 e os esforços de políticas públicas para estimular a geração de empregos.
Especialistas apontam que a melhora na taxa de desemprego é um sinal positivo, mas insistem na necessidade de ações diferenciadas para reduzir as desigualdades regionais e promover um crescimento mais equilibrado em todas as áreas.
Impactos sociais e econômicos
Com a redução do desemprego, espera-se haver uma melhora na renda e na qualidade de vida das famílias mais vulneráveis. Ainda assim, o governo e o setor privado continuam atentos aos desafios de inclusão social e à necessidade de criar condições para um crescimento sustentável.
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