Uma pesquisa recente do Credit One Bank, realizada com 1.150 cidadãos americanos, traz um retrato preocupante sobre a situação financeira da Geração Z. Com a crescente insegurança econômica e a imprevisibilidade do dia a dia, dados indicam que 62% dos jovens dessa geração não têm nenhum tipo de poupança para emergências financeiras. O cenário é alarmante, considerando que essa porcentagem é quase o dobro da registrada entre os baby boomers.
A falta de preparo financeiro entre gerações
Enquanto os baby boomers, que foram mais bem-sucedidos em acumular reservas financeiras ao longo de suas vidas, apresentam um padrão mais elevado de preparo para emergências, a Geração Z parece estar se lançando no mercado de trabalho sem as mesmas ferramentas de segurança. A pesquisa ilustra que grande parte dos jovens adultos de até 35 anos depende excessivamente de cartões de crédito em situações de emergência, uma prática que pode levar a um ciclo perigoso de endividamento.
Quando questionados sobre como lidariam com uma emergência de $500, 51% de todos os entrevistados afirmaram que utilizariam um cartão de crédito. Esse número dispara entre os mais jovens, alcançando 60% para os respondentes com menos de 35 anos e 70% entre os estudantes. Isso demonstra um descompasso significativo entre o conselho comum de utilizar dinheiro à vista e a realidade de como as pessoas reagem em crises.
Diferenças entre gerações: quem está mais preparado?
A pesquisa destaca diferenças notáveis na preparação financeira. Enquanto 65% dos baby boomers afirmam ter dinheiro reservado para emergências, a Geração Z enfrenta desafios significativos, com quase dois terços admitindo não ter qualquer tipo de reserva. Além disso, a Geração X também apresenta índices preocupantes, onde 74% não possuem mais de seis meses de poupança em suas contas.
Em situações de emergência mais severas, a confiança nos cartões de crédito se torna ainda mais evidente. Aproximadamente 25% dos jovens da Geração Z e da Geração Y relataram que ficariam completamente endividados com suas faturas de cartão de crédito durante uma crise financeira. Quase metade dos entrevistados dessas duas gerações declarou que estaria disposta a ultrapassar o limite de seu crédito, mesmo cientes das penalidades, contrastando com apenas um terço dos baby boomers que se arriscariam a fazer o mesmo.
Menos de seis meses de poupança emergencial
O estudo também revelou dados preocupantes sobre o nível geral de poupança dos consumidores. Mais de dois terços dos entrevistados informaram que têm seis meses ou menos de poupança para emergências, e muitos ficam aquém das metas recomendadas. Iniciativas de maior renda não garantem uma melhor preparação financeira. Apenas um em cada quatro entrevistados que ganha mais de $80.000 por ano possui economias suficientes para cobrir um ano de despesas.
Além disso, 54% dos consumidores disseram ter um fundo de emergência, mas 16% não têm nenhuma economia e não planejam começar uma. Apenas 27% afirmaram que poderiam arcar com despesas significativas sem confiar em crédito, o que destaca a vulnerabilidade de muitos quando se trata de situações inesperadas.
O papel do crédito na gestão de emergências
Outro dado que chama atenção é a diferença de comportamento entre homens e mulheres durante emergências financeiras. As mulheres são mais propensas a recorrer a cartões de crédito (44%) em comparação aos homens (36%). Para um imprevisto de $500, 55% das mulheres usariam crédito, em comparação com 47% dos homens.
O uso de dinheiro destaca-se mesmo com a dependência do crédito
Ainda que muitos americanos prefiram usar dinheiro para emergências, a falta de um fundo adequado leva muitos a depender do crédito. Na prática, o dinheiro continua sendo o método de pagamento predominante para despesas diárias (79%), seguido por cartões de débito (78%) e cartões de crédito (66%).
O estudo de Credit One Bank revela um cenário preocupante: embora muitos desejem utilizar dinheiro para emergências, a escassez de economias frequentemente os força a recorrer ao crédito, colocando-os em um ciclo de endividamento.
Metodologia: Os pesquisadores da Credit One Bank entrevisteram 1.150 participantes em diversas faixas etárias e níveis de renda, analisando sua situação financeira, como lidam com despesas inesperadas e seus planos para gerenciamento de emergências futuras. Assegurou-se que todos os participantes tinham acesso a métodos de pagamento.