Brasil, 31 de agosto de 2025
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Justiça federal permite que clínica católica de Colorado continue reversão de aborto

Pedido de clínica católica de Colorado para seguir oferecendo reversão de aborto foi acolhido por decisão judicial, bloqueando parcialmente lei estadual.

Na sexta-feira (1º), uma sentença da Justiça federal nos Estados Unidos ordenou que uma clínica católica de Denver possa continuar realizando o procedimento de reversão do aborto com progesterona, desafiando uma lei estadual que buscava proibir essa prática. A decisão de um juiz do distrito, Daniel Domenico, considerou que a lei interferia nos direitos religiosos das enfermeiras Dede Chism e Abby Sinnett, responsáveis pelo centro Bella Health and Wellness.

Medida mantém prática de reversão de aborto no Colorado

A clínica dirigida por mãe e filha oferece, entre outros serviços, a administração de progesterona para tentar reverter os efeitos do aborto químico. O estado do Colorado, em 2023, proibiu essa prática sob alegação de que ela constitui uma “prática comercial enganosa”.

As enfermeiras entraram com uma ação judicial contra a lei, argumentando que ela afetava suas crenças religiosas e a escolha de suas pacientes. Em outubro de 2023, o juiz Domenico concedeu uma decisão provisória que suspendeu temporariamente a proibição, mas sua sentença de sexta-feira tornou essa suspensão definitiva.

Questões legais e argumentos do juiz

No entendimento do magistrado, a lei estadual, ao limitar o uso do hormônio progesterona, violava direitos religiosos autenticamente exercidos pelas profissionais. “Não há disputa de que, ao proibir de forma efetiva o uso de um tratamento específico, a lei impôs uma carga às crenças sinceras das enfermeiras”, afirmou Domenico na sentença.

Apesar de a eficácia clínica da reversão do aborto com progesterona ainda ser debatida, o juiz destacou que nenhum dano foi causado por essa prática, e que várias mulheres tiveram sucesso na continuação da gestação após o procedimento. A Corte considerou que o governo do Colorado não apresentou “um interesse convincente” para regular a prática de forma absoluta.

Diferenças com outros usos de progesterona

O magistrado observou que o Colorado permite, em outros contextos médicos, o uso off-label de progesterona, o que, na sua avaliação, enfraquece o argumento de que a reversão de aborto diferencia-se de outras aplicações menos regulamentadas dessa medicação. Além disso, ressaltou que a lei estadual não mostrou evidências suficientes para justificar a proibição específica dessa prática.

A sentença, porém, limita-se à clínica Bella Health, não alterando a legislação geral do estado. O juiz enfatizou que a decisão visa garantir o direito à liberdade religiosa das profissionais e o acesso de mulheres a cuidados de saúde compatíveis com suas convicções.

Reação das partes e perspectivas futuras

Segundo a Becket Fund for Religious Liberty, escritório que representa a clínica, a decisão impede que o estado prive gestantes de um cuidado considerado importante por elas. “Estamos radiantes por o tribunal reconhecer nosso direito constitucional de continuar oferecendo esse apoio às mulheres que buscam ajuda em nossa clínica”, afirmou a advogada Rebekah Ricketts.

Ela acrescentou que a tutela judicial garante que mulheres no Colorado possam receber cuidados acolhedores sem restrições indevidas. A clínica Bella oferece ainda atendimentos de saúde primária, ginecologia, auxílio à infertilidade, além de serviços pediátricos e de saúde do homem, mantendo seu trabalho integralmente.

Especialistas destacam que a decisão representa um avanço na proteção à liberdade religiosa de profissionais de saúde que defendem a vida e os valores católicos, ainda que o debate sobre a eficácia e segurança da reversão de aborto permaneça em curso na comunidade médica.

A informação completa pode ser acessada na nota oficial da Becket Fund.

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