Brasil, 31 de agosto de 2025
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Quem se deu bem e quem se prejudicou com as tarifas de Trump

Tarifas de até 50% impostas por Trump impactam setores e repercutem na economia global, com benefícios para alguns e prejuízos para outros países.

Desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos em janeiro, Donald Trump adotou uma política de aumento de tarifas de importação, com o objetivo de proteger a economia americana. Mas, afinal, quem se beneficiou e quem pagou o preço por essas tarifas de até 50% aplicadas a diversos países?

Tarifas de importação: proteção ou protecionismo?

As tarifas de importação são impostos cobrados sobre produtos vindos de outros países, com o objetivo de proteger a produção nacional e estimular o consumo de bens fabricados internamente. Segundo Luciano Nakabashi, professor de Economia da Universidade de São Paulo (USP), essas tarifas funcionam como uma ferramenta de controle do mercado, regulando a entrada de produtos estrangeiros e conciliando interesses internos e externos.

Quem paga pelas tarifas?

Na prática, quem paga o imposto é a empresa importadora, que repassa o custo ao consumidor final. Carla Beni, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), explica que, ao pagar a tarifa ao governo, a empresa tenta transferir esse custo ao varejista e, consequentemente, ao consumidor. Assim, o aumento nos preços de itens como carros, carne e máquinas eleva o custo de vida dos indivíduos, embora o impacto seja sentido de forma indireta.

Para onde vai o dinheiro arrecadado?

O valor arrecadado com as tarifas fica com o Tesouro dos Estados Unidos. Segundo Carla Beni, o aumento na alíquota de importação gera uma elevação imediata na receita do governo, reforçando sua arrecadação e financiando ações de políticas econômicas internas.

Razões por trás das tarifas de Trump

Trump adotou o protecionismo como estratégia para fortalecer a economia interna, diminuir a dependência de produtos importados e recuperar empregos no país. Além disso, as tarifas servem como ferramenta de pressão em negociações comerciais bilaterais. Um exemplo é a tarifa imposta ao Brasil, relacionada a uma alegada perseguição jurídica contra ex-presidente Jair Bolsonaro, considerada uma medida de retaliação pela Casa Branca.

Impactos no Brasil e na economia global

A tarifa de 50% sobre o Brasil, focada em setores como carne bovina, café, frutas e pescado, gerou preocupações sobre riscos à economia brasileira. Contudo, o governo americano deixou quase 700 itens de fora da lista de tarifas, incluindo produtos essenciais como petróleo, veículos, fertilizantes e energia.

Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o Brasil já possui um plano de suporte aos setores mais afetados, envolvendo auxílio financeiro, alívio tributário e acesso ao crédito. “Ninguém vai ficar desamparado”, garantiu Alckmin, ressaltando que ações estaduais também visam atenuar os efeitos do tarifaço, com pacotes emergenciais anunciados por estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.

Quem saiu ganhando e quem sofreu?

Empresas norte-americanas que produzem bens tarifados, como máquinas ou veículos, podem se beneficiar ao reduzir a concorrência estrangeira. No Brasil, setores exportadores como o de café e carnes enfrentam dificuldades com o aumento de preços e possíveis perdas de mercado. Enquanto isso, consumidores finais têm de arcar com preços mais elevados nos produtos importados.

Perspectivas futuras e desafios

Apesar das medidas, especialistas alertam que o protecionismo tende a elevar a inflação e gerar tensões comerciais. O impacto no Brasil, por sua vez, depende da capacidade de adaptação de setores afetados e do sucesso das ações de mitigação adotadas pelo governo brasileiro. As próximas semanas serão decisivas para definir os próximos passos dessa batalha tarifária internacional.

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