O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (31) um aumento nas tarifas de importação para diversos países, incluindo o Brasil, que passa a ter uma sobretaxa adicional de 40%, elevando suas tarifas totais para 50%. A medida, inicialmente prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, foi adiada para 7 de agosto, garantindo um período de adaptação para bens embarcados até essa data. Produtos enviados antes do novo prazo e que chegarem até 5 de outubro também não serão alcançados pelas novas tarifas.
Impacto das tarifas americanas e ajustes temporários
As tarifas de importação variam de 10% a 41%, sendo a mais alta destinada à Síria, enquanto países como União Europeia, Japão e Coreia do Sul terão tarifas fixas de 15%. Além disso, Washington ampliou as sobretaxas em 5% para Costa Rica, Bolívia e Equador, que passam a ter tarifas de 15%. Para Venezuela e Nicarágua, os percentuais permanecem inalterados, em 15% e 18%, respectivamente.
Tarifas brasileiras sob efeito das novas tarifas americanas
O Brasil manteve sua tarifa de 10% de abril, mas, com o decreto divulgado ontem, as exportações brasileiras passarão a sofrer uma sobretaxa de 40% a partir de 6 de agosto. Assim, quase todos os produtos brasileiros que entrarem no mercado americano terão tarifas totais de 50%, salvo algumas exceções, que somam cerca de 700. Essa medida reforça o impacto da política tarifária de Washington na economia brasileira.
Tarifas recíprocas ajustadas por Washington
Confira abaixo as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos para diversos países:
- Afeganistão – 15%
- Argélia – 30%
- Angola – 15%
- Bangladesh – 20%
- Bolívia – 15%
- Bósnia e Herzegovina – 30%
- Botsuana – 15%
- Brasil – 10% (acrescido de 40%)
- União Europeia – 15% ou 0% dependendo do produto
- Japão – 15%
- Índia – 25%
- China – 15%
- Venezuela – 15%
- Nicarágua – 18%
- Coreia do Sul – 15%
- Turquia – 15%
- Vietnã – 20%
- Zâmbia – 15%
- Zimbábue – 15%
A lista completa, divulgada pela Casa Branca, revela o aumento das tarifas para أثر país e reforça a estratégia dos EUA de proteger sua indústria nacional em relação às importações estrangeiras, podendo afetar cadeias produtivas globais.
Reações e perspectivas do comércio internacional
Analistas avaliam que as novas tarifas podem provocar uma escalada de tensões comerciais, impactando a economia mundial. Para o governo brasileiro, essas medidas demandam atenção às exportações, especialmente de produtos manufaturados e agrícolas, que podem sofrer retrações devido às taxas elevadas.
“As tarifas americanas representam um desafio para a balança comercial brasileira, que precisa buscar novos mercados e estratégias de exportação”, afirma José Silva, economista especializado em comércio internacional.
Próximos passos e possíveis respostas diplomáticas
Especialistas alertam que futuras negociações podem ser necessárias para reduzir os impactos dessas tarifas às cadeias globais de suprimentos. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil já acompanha a situação e avalia estratégias diplomáticas para minimizar os efeitos econômicos.
Para saber mais detalhes sobre as tarifas e as negociações em andamento, acesse a matéria completa no Globo.