Na última semana, o designer Miguel Adrover viralizou ao divulgar que se recusaria a trabalhar com Rosalía devido à ausência de uma declaração da artista sobre a crise em Gaza. Ele compartilhou uma captura de tela de uma troca com a equipe da cantora, afirmando que “o silêncio é cumplicidade” e que ela deveria usar seu poder para denunciar o genocídio.
Rosalía se pronuncia nas redes sociais
Nesta segunda-feira, a própria artista respondeu às críticas através de uma série de stories no Instagram, ressaltando a complexidade da situação mundial. “Todos nós vivemos em constante contradição, inclusive eu. Tento fazer ‘a coisa certa’, mas nem sempre consigo, e estou aprendendo a melhorar”, afirmou.
Ela também agradeceu aos que estão agindo de forma concreta, como ONGs, ativistas e profissionais de saúde, destacando sua admiração por esses esforços. “Infelizmente, meu silêncio não significa que eu não condene o que está acontecendo em Gaza”, completou.
Impasses na indústria e opiniões sobre o posicionamento
O caso de Rosalía não é o único a gerar debates. Recentemente, a youtuber infantil Ms. Rachel também se manifestou nas redes, dizendo que não trabalharia com quem não se posicionasse sobre Gaza: “Não me sinto confortável em colaborar com quem não fala sobre o assunto.”
O contexto humanitário em Gaza
Desde quando Israel interrompeu ajuda Humanitária em março, Gaza enfrenta uma crise de fome sem precedentes, com a ONU alertando que uma em cada três pessoas passa dias sem acesso a alimentos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu a situação como uma “catástrofe humanitária de proporções épicas”.
Para quem deseja ajudar, há recursos disponíveis, como este guia de ações de apoio.
Reflexões sobre responsabilidade e diálogo
Rosalía destacou que, na sua visão, a culpa do conflito não deve ser atribuída horizontalmente, entre as pessoas, mas sim às decisões de quem tem poder de agir. “Precisamos direcionar nossas críticas para quem realmente pode fazer a diferença”, afirmou.
O debate sobre manifestações públicas e posicionamentos de figuras públicas em relação a Gaza permanece intenso, levantando questões sobre o papel do artista na política e a comunicação nas redes sociais.