Em entrevista recente, Matthew Lawrence, que atuou ao lado de Robin Williams na clássica comédia “Mrs. Doubtfire”, expressou o desejo de usar inteligência artificial para reviver o talento do ator, falecido em 2014. A declaração reacendeu uma forte controvérsia nas redes sociais, especialmente após seu posicionamento contrariar opiniões de familiares e atores ligados à luta contra o uso não autorizado de vozes digitais de artistas falecidos.
Contexto da controvérsia e a luta contra o uso de IA
Robin Williams foi conhecido por sua proteção rigorosa ao uso de sua voz e imagem, chegando a impedir a utilização de seu personagem Genie em campanhas comerciais sem autorização. Sua filha, Zelda Williams, manifestou-se veementemente contra a utilização de IA para recriar a voz do pai, defendendo os direitos de artistas e famosos à privacidade digital. Ela também apoiou movimentos de sindicatos de atores contra o uso de tecnologia que possa explorar a imagem de artistas falecidos sem consentimento.
“Tenho testemunhado anos como muitos desejam treinar essas inteligências artificiais para criar ou recriar atores que não podem consentir, como meu pai”, afirmou Zelda em nota divulgada em apoio à luta contra o uso indevido de IA na indústria do entretenimento.
Posicionamento de Matthew Lawrence e as reações na internet
O ator, que foi criança ao interpretar Chris, o filho de Robin Williams em “Mrs. Doubtfire”, reforçou seu desejo de usar IA para reviver a voz de Robin em um vídeo no Comic-Con. Durante a entrevista, ele declarou: “Acredito que podemos fazer algo realmente especial com essa tecnologia, em memória de Robin”.
Entretanto, suas palavras geraram reações negativas entre o público e fãs nas redes sociais. Um tweet viral respondeu à declaração de Lawrence de forma dura: “Diga para ele ir se foder”.
Além disso, internautas ressaltaram o posicionamento de Zelda, questionando se ele realmente teria permissão para usar a própria voz de Robin Williams dessa maneira. “Dificilmente o pedido dele será aprovado, considerando a posição da família”, comentou um usuário na postagem.
Impacto na discussão sobre ética e tecnologia
Marco da discussão, o caso reacendeu o debate sobre os limites éticos do uso de IA na indústria do entretenimento e o direito de artistas e suas famílias à imagem e voz. Especialistas afirmam que, embora a tecnologia permita lembranças eternas, ela deve ser usada com responsabilidade e respeito às vontades dos familiares.
Segundo especialista em direitos digitais, a manipulação de vozes de artistas falecidos sem consentimento viola direitos de personalidades públicas e pode abrir precedentes prejudiciais para futuras gerações de artistas e profissionais do setor.
Próximos passos na discussão pública
A controvérsia evidencia a polarização entre o desejo de preservar memórias através da tecnologia e o respeito às questões éticas e morais. Ainda não há uma decisão oficial ou regulamentação clara sobre o uso de IA para reviver atores falecidos, mas o tema promete continuar em destaque nos debates do setor cultural e jurídico.
Enquanto isso, fãs e familiares aguardam por uma postura mais consciente e regulamentada que possa equilibrar inovação tecnológica e respeito à memória de personalidades inesquecíveis como Robin Williams.