Brasil, 31 de agosto de 2025
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Senador republicano minimiza massacre em Manhattan e lança polêmica frase

Senador John Kennedy, do Louisiana, fez comentários controversos sobre controle de armas após tiroteio que matou quatro pessoas em Nova York

Horas após um tiroteio em um prédio de escritórios no bairro Midtown Manhattan, que deixou quatro mortos, o senador republicano John Kennedy (R-La.) participou de uma entrevista na Fox News e declarou que “tudo que se pode fazer nesse momento é sentir-se triste” pelas vítimas, descartando propostas de leis mais rígidas de controle de armas. Kennedy afirmou que há “milhares” de leis já existentes e afirmou, em tom polêmico, que “não precisamos de mais controle de armas. Precisamos de mais controle de idiotas”, reforçando sua oposição às medidas de restrição ao acesso a armas de fogo.

Declarações sobre controle de armas geram indignação

Durante a entrevista com Sean Hannity, o senador sugeriu que colegas podem voltar a defender “controle mais agressivo” nas forças policiais, como a estratégia de “parar e revistar” (stop and frisk), considerada inconstitucional em 2013 por atingir de forma desproporcional a população negra e hispânica em Nova York. Kennedy declarou: “Vamos pensar em formas de ser mais agressivos na abordagem, mesmo que isso gere controvérsia”.

Kennedy tem histórico de oposição ao controle de armas, recebendo uma pontuação superior a 92% da National Rifle Association (NRA) desde sua eleição ao Senado, em 2016, segundo o Vote Smart.

Frase polêmica e relação com episódios passados

Sua famosa frase “mais controle de idiotas, não mais controle de armas” tem sido usada por Kennedy em resposta a tragédias anteriores, como o tiroteio na escola de Apalachee em 2024, o ataque a um supermercado em Boulder em 2021 e a tragédia de Parkland em 2018.

O episódio mais recente acontece em um momento de alta nos registros de violência armada nos Estados Unidos. Segundo a Gun Violence Archive, até agora em 2025 ocorreram mais de 250 tiroteios em massa, com 8.590 mortes e 15.704 feridos relacionados a armas de fogo neste ano.

Reações e impacto na política americana

Especialistas e defensores de maior controle de armas criticaram duramente Kennedy, que insiste em sua postura contrária às propostas legislativas, mesmo após eventos trágicos como o ocorrido na última segunda-feira. A controvérsia reacende o debate sobre a efetividade das leis atuais e o papel de políticos na oposição às medidas de restrição.

O massacre em Manhattan reforça o cenário de insuficiência de políticas restritivas, enquanto a discussão política nos EUA sobre segurança e liberdade de porte de armas continua acalorada. O episódio aumenta a pressão sobre os legisladores para avançar na regulamentação, apesar da resistência de setores influentes do Congresso.

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