Na última segunda-feira, a deputada republicana Marjorie Taylor Greene afirmou que a situação humanitária em Gaza configura um “genocídio”, gerando controvérsia nos Estados Unidos e internacionalmente. Greene foi a primeira do Partido Republicano a usar esse termo ao comentar a crise agravada na faixa de Gaza, onde milhões de palestinos enfrentam fome e bloqueios impostos por Israel.
Greene e a declaração polêmica sobre Gaza
Em suas redes sociais, Greene comentou que a crise atual em Gaza é equivalente a um genocídio, apesar de as autoridades israelenses e a maioria dos políticos americanos evitarem tal classificação. “It’s the most truthful and easiest thing to say that Oct 7th in Israel was horrific and all hostages must be returned, but so is the genocide, humanitarian crisis, and starvation happening in Gaza”, escreveu a deputada no X, antiga Twitter.
Ela também criticou o colega deputado Randy Fine, que expressou aprovação diante da deterioração da situação na região. “Ela considera que o reconhecimento do genocídio é importante para reforçar a gravidade da situação e alertar sobre o que ela chama de crise humanitária.” (Fonte: HuffPost).
Contexto internacional e resposta de líderes
O ex-presidente Donald Trump declarou, durante visita à Escócia, que ficou perturbado com imagens de crianças desnutridas e relatórios sobre o agravamento da crise em Gaza. Fotos de crianças frágeis e desnutridas têm circulado mundialmente após relatos de falha no fluxo de ajuda humanitária à população palestina, controlada por Hamas.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu nega que civis palestinos estejam morrendo de fome, alegando que o grupo Hamas estaria desviando ajuda para seus interesses. Entretanto, fontes como o **The New York Times** apontam que as evidências desse desvio são inexistentes, reforçando a controvérsia sobre os fatos no terreno.
Repercussões e controvérsia nos Estados Unidos
A fala de Greene intensifica o debate sobre o posicionamento dos Estados Unidos na crise, especialmente após declarações de Trump de que não tinha certeza se apoiava as afirmações de Netanyahu. O ex-presidente manifestou preocupação com as imagens de crianças famintas, ressaltando o impacto das ações militares na população civil.
“Porque essas crianças parecem muito famintas”, declarou Trump, questionado se concordava com Netanyahu. Sua resposta clara mostrou o desacordo com a narrativa oficial israelense, o que agrava as tensões dentro do próprio Partido Republicano.” (Fonte: HuffPost)
Impacto e perspectivas futuras
Especialistas alertam que a classificação do conflito como genocídio por uma representante republicana pode ampliar a polarização nos EUA e aumentar os debates sobre políticas exteriores do país. Além disso, o episódio reacende antigas tensões sobre o papel dos EUA na região e a responsabilidade internacional diante do sofrimento civil em Gaza.
Enquanto a OPS, organizações globais de direitos humanos, pedem uma investigação independente sobre os relatos de fome e apropriação de ajuda por grupos armados, líderes mundiais continuam acompanhando de perto a crise humanitária, cujo desfecho ainda é incerto.