Brasil, 30 de agosto de 2025
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Jill Scott fala sobre racismo, progresso e o futuro do futebol feminino

A ex-jogadora Jill Scott discute conquistas, desafios atuais e o caminho a percorrer para dar mais respeito e inclusão ao futebol feminino no mundo.

Com a Inglaterra alcançando a final da UEFA Women’s EURO 2025, Jill Scott, MBE e campeã da Euros 2022, reflete sobre o crescimento e os obstáculos do futebol feminino, especialmente em relação ao racismo e à inclusão.

O impacto do racismo no futebol feminino e os avanços na diversidade

Supporting a equipe inglesa e seu clube Manchester United, Jill lembra que, apesar dos avanços em diversidade, o racismo ainda assombra jogadores e torcedores. “O racismo não mudou tão rápido quanto gostaríamos, mas percebemos melhorias desde 2005”, afirma.

Ela destaca o papel de fãs dedicados e marcas como a Heineken, que têm se destacado por promover mudanças culturais no esporte, colocando a inclusão no centro da discussão tanto dentro quanto fora de campo.

Reconhecendo as jogadoras do torneio

Quem merece o destaque?

Quando questionada sobre a melhor jogadora do torneio até agora, Jill reconhece a dificuldade, citando nomes como Alex Greenwood e Kiera Walsh, mas destaca Alessia Russo. “O esforço dela fora da área tem sido impressionante; ela trabalha pelo time de uma forma que vai além dos gols”, comenta.

Enfrentando o racismo online

Jill fala da triste realidade de jogadoras como Jess Carter, que precisou sair das redes sociais devido às mensagens de ódio. “Isso é algo que precisa mudar”, enfatiza. A ex-jogadora ressalta que plataformas devem implementar medidas mais eficazes para bloquear esse tipo de abuso.

“Jess tem sido muito corajosa ao falar sobre isso”, complementa, reforçando que o apoio de fãs e companheiras de seleção é fundamental para a manutenção do bem-estar das atletas. “Queremos que elas possam jogar com sorriso no rosto,” ela afirma.

O futuro do futebol feminino e as diferenças salariais

Ao comparar a evolução da liga feminina no Reino Unido com outros esportes, Jill destaca que, embora o progresso seja visível, ainda há muito a ser feito. “A melhora nos salários e na infraestrutura, como jogos na Emirates, mostra que estamos no caminho certo.”

Ela reforça que o crescimento da audiência e o aumento do apoio vêm impulsionando mudanças concretas, mesmo que a comparação com o futebol masculino ainda seja uma questão delicada.

Inspiração para as próximas gerações

“Minha mensagem para as futuras jogadoras é para aproveitarem cada momento”, aconselha Jill. “Se você tem paixão, o trabalho duro compensa. Quando vestem a camisa da Inglaterra, é um orgulho imenso.”

Quem levará a taça neste domingo?

Questionada sobre quem deve conquistar o título, Jill sorridente responde: “Claro que é a Inglaterra!”

Enquanto o torneio ainda não terminou, a ex-jogadora reforça a importância de continuar apoiando o crescimento e a inclusão no futebol feminino, para que as atletas possam viver seus sonhos sem enfrentarem preconceitos.

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