Com a Inglaterra alcançando a final da UEFA Women’s EURO 2025, Jill Scott, MBE e campeã da Euros 2022, reflete sobre o crescimento e os obstáculos do futebol feminino, especialmente em relação ao racismo e à inclusão.
O impacto do racismo no futebol feminino e os avanços na diversidade
Supporting a equipe inglesa e seu clube Manchester United, Jill lembra que, apesar dos avanços em diversidade, o racismo ainda assombra jogadores e torcedores. “O racismo não mudou tão rápido quanto gostaríamos, mas percebemos melhorias desde 2005”, afirma.
Ela destaca o papel de fãs dedicados e marcas como a Heineken, que têm se destacado por promover mudanças culturais no esporte, colocando a inclusão no centro da discussão tanto dentro quanto fora de campo.
Reconhecendo as jogadoras do torneio
Quem merece o destaque?
Quando questionada sobre a melhor jogadora do torneio até agora, Jill reconhece a dificuldade, citando nomes como Alex Greenwood e Kiera Walsh, mas destaca Alessia Russo. “O esforço dela fora da área tem sido impressionante; ela trabalha pelo time de uma forma que vai além dos gols”, comenta.
Enfrentando o racismo online
Jill fala da triste realidade de jogadoras como Jess Carter, que precisou sair das redes sociais devido às mensagens de ódio. “Isso é algo que precisa mudar”, enfatiza. A ex-jogadora ressalta que plataformas devem implementar medidas mais eficazes para bloquear esse tipo de abuso.
“Jess tem sido muito corajosa ao falar sobre isso”, complementa, reforçando que o apoio de fãs e companheiras de seleção é fundamental para a manutenção do bem-estar das atletas. “Queremos que elas possam jogar com sorriso no rosto,” ela afirma.
O futuro do futebol feminino e as diferenças salariais
Ao comparar a evolução da liga feminina no Reino Unido com outros esportes, Jill destaca que, embora o progresso seja visível, ainda há muito a ser feito. “A melhora nos salários e na infraestrutura, como jogos na Emirates, mostra que estamos no caminho certo.”
Ela reforça que o crescimento da audiência e o aumento do apoio vêm impulsionando mudanças concretas, mesmo que a comparação com o futebol masculino ainda seja uma questão delicada.
Inspiração para as próximas gerações
“Minha mensagem para as futuras jogadoras é para aproveitarem cada momento”, aconselha Jill. “Se você tem paixão, o trabalho duro compensa. Quando vestem a camisa da Inglaterra, é um orgulho imenso.”
Quem levará a taça neste domingo?
Questionada sobre quem deve conquistar o título, Jill sorridente responde: “Claro que é a Inglaterra!”
Enquanto o torneio ainda não terminou, a ex-jogadora reforça a importância de continuar apoiando o crescimento e a inclusão no futebol feminino, para que as atletas possam viver seus sonhos sem enfrentarem preconceitos.