Brasil, 31 de agosto de 2025
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Trump muda versão sobre sua ligação com Epstein e gera confusão

Declarações conflitantes de Trump sobre Jeffrey Epstein revelam versões distintas que desafiam a narrativa oficial da Casa Branca

Em um movimento que deixou dúvidas sobre suas verdadeiras relações com Jeffrey Epstein, Donald Trump deu declarações contraditórias nesta semana, enquanto a Casa Branca mantém uma versão diferente da história. As respostas do ex-presidente à controvérsia aumentam a especulação de que há detalhes não revelados sobre seu relacionamento com o notório criminoso sexual.

Versões distintas sobre o afastamento de Epstein

De acordo com Steven Cheung, então porta-voz da Casa Branca, Trump teria expulsado Epstein de seu clube por ser um “criminoso” e “creep”, uma versão que os defensores da narrativa oficial tentaram reforçar. Segundo o NY Times, essa afirmação visa reforçar a ideia de que Trump não tinha proximidade com o criminoso.

No entanto, na segunda-feira, Trump apresentou uma versão completamente diferente, alegando que “nunca teve o privilégio de ir à ilha dele”, numa tentativa de minimizar qualquer ligação com Epstein. Post do ex-presidente no X (antigo Twitter). Essa afirmação reforça a ausência de contato com Epstein, mesmo após anos de convivência na alta sociedade de Palm Beach.

Contradições no discurso oficial

Enquanto a Casa Branca insiste que a separação ocorreu por motivos pessoais e de conduta, Trump afirmou que a relação se resumiu a um episódio em que pediu ao criminoso que não contratasse empregados da sua confiança. “Por anos, não falava com Epstein”, frisou durante reunião com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. “Ele fez algo de errado, eu o expulsarei, e ele foi embora.”

Há evidências que indicam uma ligação mais profunda. Virginia Giuffre, uma das principais condenadas por acusações contra Epstein, conheceu Ghislaine Maxwell na Mar-a-Lago, clube de propriedade de Trump, em 2000. Maxwell foi condenada por facilitar tráfico sexual, e Giuffre acusou vários nomes de alto perfil, incluindo figuras próximas a Epstein. Giuffre morreu por suicídio em abril deste ano.

Minimizando a relação com Epstein

Na mesma linha de tentativa de minimizar sua associação, Trump afirmou que recusou convites para visitar a ilha de Epstein, alegando: “Deteri os convites, mas muitas pessoas em Palm Beach foram na ilha dele. Em um momento favorável, recusei, não queria ir.”

Especialistas e críticos questionam essa versão, alertando que tais declarações podem esconder uma ligação mais complexa e obscura. A própria filha de Epstein, a advogada Ghislaine Maxwell, foi vista em eventos na propriedade de Trump, aumentando a suspeita de uma relação não totalmente revelada.

Implicações e próximas investigações

As declarações conflitantes de Trump alimentam o debate sobre até onde sua relação com Epstein realmente chegava e se há informações que permanecem sob sigilo. Analistas políticos destacam que as divergências podem afetar sua reputação, especialmente em um momento de crescente atenção às redes de abuso e tráfico sexual.

Ainda não há uma investigação oficial que esclareça de fato a extensão dessa relação, mas as suspeitas alimentam uma sombra de mistério sobre o passado do ex-presidente e suas associações com figuras controversas do circuito social de Palm Beach e beyond. Futuramente, novas declarações e documentos podem surgir, ampliando o escândalo ao qual Trump continua ligado por controvérsias passadas.

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