Brasil, 31 de agosto de 2025
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Marjorie Taylor Greene chama crise em Gaza de “genocídio”, primeira republicana a usar o termo

Deputada americana faz duras críticas à situação humanitária em Gaza e às declarações de aliados de Israel, evidenciando tensões no Congresso dos EUA

Nesta segunda-feira (29), a deputada republicana Marjorie Taylor Greene tornou-se a primeira parlamentar do Partido Republicano nos Estados Unidos a classificar a crise humanitária em Gaza como um “genocídio”. A posição contrasta com a narrativa oficial de aliados de Israel e revela uma divisão dentro do Congresso sobre o conflito entre Israel e Hamas, que há meses bloqueia ajuda aos mais de 2 milhões de palestinos na região.

Greene lança luz sobre a crise em Gaza

Ao usar o termo “genocídio” em发布 nas redes sociais, Greene afirmou que a situação de fome, fome e violência na faixa de Gaza não pode ser ignorada. Segundo ela, “It’s the most truthful and easiest thing to say that Oct 7th in Israel was horrific and all hostages must be returned, but so is the genocide, humanitarian crisis, and starvation happening in Gaza,” compartilhou no X (antiga Twitter). A parlamentar também criticou declarações de colegas que, na sua visão, minimizam o sofrimento palestino.

Controvérsia e polarização no Congresso

Greene não é novata em posições polêmicas. Em 2018, ela publicou uma mensagem que associava a família Rothschild a incêndios na Califórnia — uma teoria de conspiração antissemitas que lhe rendeu críticas acaloradas. No atual momento, suas declarações reforçam a divisão no Congresso, onde alguns apoiam uma narrativa mais contundente contra o que veem como violações de direitos humanos por parte de Israel, enquanto outros defendem a postura oficial israelense.

Reações às imagens de fome em Gaza

Apesar da negação oficial de Israel de que civis estejam morrendo de fome, imagens de crianças debilitadas e famintas têm circulado globalmente, chocando a opinião pública. O ex-presidente Donald Trump, que visitou a Escócia na última segunda-feira, comentou sobre as imagens de crianças debilitadas, dizendo que ficou “perturbado” com o que viu na televisão. “Aquelas crianças parecem muito famintas”, afirmou.

Israel, que controla as entradas e saídas de Gaza, argumenta que o Hamas manipula cargas de alimentos. Entretanto, de acordo com uma reportagem do The New York Times, há pouca evidência de que os suprimentos estejam sendo desviados por militantes palestinos.

Desafios diplomáticos e comentários de Trump

Questionado sobre a alegação de Netanyahu de que civis palestinos não estão morrendo de fome, Trump respondeu que “não sabe” e que, pela televisão, as imagens parecem indicar o contrário. “Porque aquelas crianças parecem muito famintas”, acrescentou. Sua declaração ocorre após o mandatário afirmar que foi “perturbado” pelas imagens de destruição e sofrimento na região.

O conflito, iniciado após o ataque de Hamas em outubro de 2023, elevou as tensões globais, e o posicionamento de figuras públicas, como Greene, indica uma polarização crescente nos Estados Unidos sobre como lidar com a crise em Gaza e suas implicações internacionais.

A discussão sobre a terminologia e a responsabilidade pelas violações humanitárias continua acirrada, demonstrando a complexidade do conflito e a necessidade de uma resposta diplomática equilibrada.

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