Brasil, 31 de agosto de 2025
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Tarifa dos EUA poderá elevar preços de alimentos em restaurantes

A medida, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, deve impactar custos de alimentos como café, carnes e sucos de laranja no Brasil

A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) alerta que o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, que entra em vigor no próximo dia 1º, deverá encarecer a alimentação em estabelecimentos de alimentação fora do lar no país. A entidade estima que o aumento possa atingir até 10% no valor dos pratos do brasileiro.

Impactos no mercado interno e cadeia produtiva

Segundo a Fhoresp, a nova tarifa exercerá forte pressão sobre produtos considerados carros-chefes das exportações brasileiras, como café, carnes, pescados e suco de laranja. “Estes alimentos terão toda a cadeia produtiva impactada. O café, por exemplo, pode perder até 30% de sua produção destinada à exportação, o que resultaria em uma elevação de até 6% no preço interno”, explica a entidade em nota oficial.

A projeção é de que, num cenário de recessão econômica, carnes bovina e suína, além de pescados, soem sofrer reajustes para cobrir custos de produção, elevando os preços ao consumidor final.

Previsões de curto, médio e longo prazo

A Fhoresp avalia que os efeitos nos preços internos se darão de forma gradual, com impactos mais perceptíveis a médio e longo prazo sobre o setor de alimentação fora do lar. “Temos de colocar todos os cenários à mesa, para que o Brasil entenda o que pode estar por vir, inclusive, um quadro de recessão econômica”, destaca Edson Pinto, diretor-executivo da federação.

Ele descreve a taxação estadunidense como “catastrófica” e classifica a medida como “um franco ataque à cadeia do agronegócio brasileiro”. Pinto defende uma ação diplomática e estratégica do país para proteger os interesses nacionais frente à situação.

Perspectivas e estratégias de defesa

As mudanças podem gerar reflexos profundos na economia brasileira e na competitividade do setor agrícola. A expectativa é que o governo e entidades de classe adotem medidas para minimizar os efeitos, enquanto o setor busca estratégias para enfrentar os novos desafios impostos pela tarifa estadunidense.

Para mais detalhes, acesse a matéria completa no Site da Agência Brasil.

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