Brasil, 31 de agosto de 2025
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Trump anuncia tarifas de até 40% em países sem acordos comerciais

Presidente dos EUA envia cartas a 12 a 15 países notificando tarifas de importação que começam a valer em agosto

O presidente Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (7) a aplicação de tarifas de importação entre 25% e 40% sobre produtos de países que não firmaram acordos comerciais bilaterais com os Estados Unidos. A medida entra em vigor a partir de 1º de agosto e afeta nações selecionadas, incluindo Japão, Coreia do Sul, Malásia, Cazaquistão, África do Sul, Laos e Mianmar.

Novas tarifas impactam comércio internacional e países-alvo

As cartas, divulgadas na plataforma Truth Social, foram enviadas a cerca de 12 a 15 países, com previsão de novos envios nos próximos dias. Japão, Coreia do Sul, Malásia e Cazaquistão terão tarifas de 25% sobre todos os produtos exportados para os EUA. A África do Sul enfrentará uma tarifa de 30%, enquanto Laos e Mianmar terão a alíquota de 40%. Essas medidas representam uma estratégia de Trump de proteger a indústria norte-americana e corrigir déficits comerciais.

Reações internacionais e estratégias de mitigação

O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, classificou as tarifas como decepcionantes e tentou negociar isenções, sem sucesso. Na África do Sul, o presidente Cyril Ramaphosa propôs a compra de gás natural liquefeito dos EUA em troca da exclusão de tarifas sobre setores como veículos e aço. Outros países, como o Vietnã, conseguiram reduzir tarifas através de negociações; o Vietnã negociou a diminuição de tarifas de 40% para 20% em produtos específicos.

Impacto nos mercados e consumidores

No mercado financeiro, o anúncio provocou queda nas bolsas: o S&P 500 recuou 1,2%, o Dow Jones caiu 1,4%, e o Nasdaq perdeu 1,2%. O índice Nikkei, do Japão, chegou a cair 7,8% em resposta às tarifas de abril. Consumidores americanos também sentirão o efeito, pagando mais caro por veículos, eletrônicos e outros produtos importados. Especialistas estimam que o PIB do Japão possa diminuir até 0,8% devido às novas tarifas.

Base legal e reações internacionais

Donald Trump utilizou a Lei de Expansão Comercial e a IEEPA, que autorizam ações unilaterais em nome da segurança nacional. Enquanto alguns países firmaram acordos para mitigar o impacto — como o Reino Unido, Vietnã, China, União Europeia e Índia — outros permanecem sem avanços substanciais. O governo americano também sinalizou possível sobretaxa de 10% a países do bloco BRICS, incluindo Brasil, Rússia, China, África do Sul e Índia.

Perspectivas futuras

Segundo especialistas, a implementação das tarifas pode gerar tensões comerciais globais e afetar setores econômicos internos de diversos países. Autoridades dos países-alvo buscam alternativas para minimizar o impacto, enquanto o cenário internacional permanece atento às próximas ações dos Estados Unidos. A medida reforça o posicionamento de Trump de proteger os interesses econômicos norte-americanos, embora possa resultar em retaliações e aumento de custos para consumidores.

Para mais detalhes, acesse a matéria completa no fonte oficial.

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