Três estrangeiros foram detidos em 5 de novembro de 2026 no Aeroporto Internacional Jorge Chávez, em Lima, no Peru, ao tentarem embarcar para a Alemanha com mais de 3 mil tarântulas escondidas em meias dentro de três malas.
Segundo o Serviço Nacional Florestal e de Fauna Silvestre (Serfor), os animais estavam em diferentes fases de desenvolvimento, incluindo ovos, filhotes e adultos. Os detidos são dois cidadãos alemães e um polonês.
A operação começou após uma denúncia anônima recebida pela plataforma Alerta Serfor. Equipes especializadas localizaram os suspeitos no setor de atendimento do terminal aéreo, pouco antes do embarque.
De acordo com Cora Suárez, técnica de controle florestal e de fauna silvestre do Serfor, as tarântulas pertenciam a diferentes espécies, algumas ainda não descritas pela ciência. Os exemplares teriam vindo de regiões como Junín, Loreto, Cajamarca, Cusco e La Libertad.
Entre os animais apreendidos está a Pamphobeteus antinous, classificada como vulnerável na lista peruana de espécies da fauna silvestre ameaçadas de extinção. Também foram encontrados exemplares dos gêneros Pamphobeteus, Thrixopelma, Antikuna e Avicularia, cuja identificação científica ainda está em andamento.
As autoridades investigam a finalidade do transporte ilegal. Segundo o Serfor, os animais poderiam ser destinados a coleções particulares, pesquisas científicas ou ao mercado de animais de estimação.
Os três são investigados pela Polícia Nacional do Peru e pela Procuradoria Especializada em Matéria Ambiental. A legislação peruana prevê de três a cinco anos de prisão, além de multa, para crimes como transporte ou exportação de fauna silvestre sem autorização; em casos agravados, a pena pode chegar a oito anos.
As tarântulas permanecerão sob custódia das autoridades até a conclusão da identificação e dos procedimentos. Depois, deverão ser encaminhadas a um centro de criação autorizado.
Fonte: O Globo