O governador eleito Douglas Ruas (PL-RJ) e o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) apresentaram, nesta semana, acusações contra as campanhas adversárias ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
Na quarta-feira, 4 de novembro, Paes pediu a abertura de investigação sobre a chapa vencedora por supostas irregularidades em materiais de campanha e compra de votos. A petição cita panfletos que associariam Paes ao número 22, à defesa do aborto, à liberação das drogas e à doutrinação em escolas e creches.
A campanha de Paes também questiona outro panfleto que apresentava as alianças entre Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-prefeito e entre Ruas e Flávio Bolsonaro. Segundo a petição, a peça exibia apenas os números 13 e 22, sem o 55 do PSD, o que teria confundido os eleitores.
Paes afirma ainda haver indícios de compra de votos com base em relatos publicados no X, Instagram e Facebook. A petição menciona sete denúncias encaminhadas pelo Disque Denúncia ao TRE-RJ.
Antes da iniciativa de Paes, Ruas havia pedido ao TRE-RJ investigação contra a campanha do ex-prefeito por suposto uso indevido dos meios de comunicação. Os advogados do governador eleito alegam que Paes manteve um site para atacá-lo e o divulgou durante um debate da TV Globo.
Segundo a representação, o site estaria hospedado nos Estados Unidos, o que, na avaliação da defesa, violaria a legislação eleitoral. Ruas também pede investigação sobre o canal de WhatsApp Exército Dudu, que teria divulgado mensagens com a afirmação de que haveria um segundo turno para governador no Rio.
A petição sustenta que o conteúdo transmitia aos destinatários uma compreensão incompatível com o resultado homologado pelo TRE-RJ. Ruas solicita a suspensão do canal e questiona a eventual participação de Paes e de aliados, entre eles o secretário de Conservação do Rio, Diego Vaz.
O governador eleito pede ainda que seja apurado se recursos da Secretaria de Conservação foram usados na operação do canal.
Fonte: O Globo