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quinta-feira, 05 de novembro de 2026

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Macron defende coalizão contra extremos na eleição francesa de 2027

Emmanuel Macron defende uma coalizão de centro-esquerda à direita para evitar um duelo entre Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon em 2027.

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O presidente da França, Emmanuel Macron, defende uma coalizão de centro-esquerda à direita para disputar a eleição presidencial de 2027, segundo uma fonte próxima ao governo ouvida pela AFP.

A proposta busca evitar um eventual segundo turno entre Marine Le Pen, do Reagrupamento Nacional, e Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa, que aparecem à frente nas pesquisas.

Macron não poderá concorrer à reeleição após cumprir dois mandatos consecutivos. A frente defendida pelo presidente reuniria nomes como o social-democrata Raphaël Glucksmann e o político de direita liberal David Lisnard, mas excluiria candidatos da esquerda radical e da extrema direita.

Segundo o aliado de Macron, a defesa da Europa, do Estado de direito e da economia de mercado aproximaria Lisnard e Glucksmann mais do que suas divergências os afastariam.

A eleição está prevista para 18 de abril e 2 de maio de 2027. O ex-primeiro-ministro Édouard Philippe aparece em terceiro lugar nas pesquisas, mas rejeita participar de uma escolha para definir um candidato único do centro e da direita.

A Assembleia Nacional está dividida em três grandes blocos desde as eleições legislativas antecipadas de 2024: esquerda, centro-direita e extrema direita. Sem maioria própria, o governo de Macron tem recorrido ao apoio da direita para governar.

Na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, uma greve nacional interrompeu serviços públicos e provocou manifestações em cidades como Paris, Marselha e Nantes. A Torre Eiffel foi fechada ao público, e a AFP estimou que até 80 mil pessoas poderiam participar dos atos na capital.

Os protestos, que mobilizam sindicatos e estudantes, incluem reivindicações relacionadas ao custo de vida, à desigualdade e à violência das forças de segurança. No sábado anterior, mais de 320 mil pessoas participaram de manifestações em várias cidades, com 511 detenções confirmadas pelas autoridades.

Fonte: O Globo

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