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quinta-feira, 05 de novembro de 2026

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ECONOMIA

Lula reúne auxiliares e economistas para discutir ajuste fiscal

Lula reúne auxiliares e economistas no Alvorada para discutir a conjuntura econômica e possíveis medidas de ajuste fiscal.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para esta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, uma reunião no Palácio da Alvorada com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ex-ministro Fernando Haddad e economistas para discutir a conjuntura econômica e medidas de ajuste fiscal.

O encontro foi marcado de última hora e não constava da agenda presidencial. Segundo integrantes do governo, esta será uma primeira rodada de conversas, com possibilidade de novas reuniões com outros economistas e empresários.

Também foram chamados Aloizio Mercadante, presidente do BNDES; Guilherme Melo, secretário-executivo do Ministério do Planejamento; Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda; além de Miriam Belchior, Bruno Moretti, Esther Dweck e Luciano Coutinho. Os economistas Laura Carvalho e Eduardo Moreira também participam.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não foi convidado por causa do período de silêncio do Comitê de Política Monetária (Copom), que restringe manifestações públicas de integrantes da instituição antes e depois das decisões sobre juros.

A reunião ocorre um dia depois de o Banco Central interromper o ciclo de corte da taxa básica de juros e manter a Selic em 13,75% ao ano. Interlocutores de Lula afirmam que não há previsão de anúncio de medidas após o encontro, porque o presidente está na fase de ouvir avaliações.

Durigan afirmou que levará a Lula cenários e propostas para as próximas semanas. Segundo o ministro, a definição das medidas deve ocorrer depois da viagem do presidente à Turquia para a COP 31.

O governo também discute medidas para fortalecer o cumprimento da trajetória fiscal prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que estabelece superávit primário de 0,5% do PIB em 2027. Uma das ideias avaliadas é ampliar a capacidade de contingenciamento e orientar a execução orçamentária pelo centro da meta de resultado primário, e não pelo limite inferior.

A discussão ocorre enquanto a dívida bruta do governo geral avançou de 71,7% do PIB, em dezembro de 2022, para 82,9% em setembro de 2026, segundo dados do Banco Central. O estoque chegou a R$ 11,1 trilhões, de acordo com as informações divulgadas na fonte.

Lula também gravou um pronunciamento para ser exibido em rede de rádio e televisão no domingo. Segundo interlocutores do governo, o discurso deve abordar a trajetória da dívida pública, o compromisso com a melhora dos resultados primários e a preservação de compromissos sociais, sem anunciar medidas específicas.

Fonte: O Globo

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