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quinta-feira, 05 de novembro de 2026

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CONGRESSO

Democratas moderados ampliam influência no Congresso dos EUA

A vitória democrata nas eleições de meio de mandato fortaleceu a ala moderada no Congresso dos Estados Unidos.

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Democratas moderados ganharam força no Congresso dos Estados Unidos após a vitória do partido nas eleições de meio de mandato realizadas em 3 de novembro, que garantiu à legenda o controle da Câmara dos Representantes e do Senado.

O avanço foi construído principalmente em estados inclinados aos republicanos e em distritos competitivos, onde os candidatos defenderam uma atuação prática, com foco na redução de custos, no acesso à saúde e na recuperação da confiança nas instituições.

O resultado fortaleceu o deputado Hakeem Jeffries, favorito para assumir a presidência da Câmara, e o senador Chuck Schumer, provável líder da maioria no Senado. Ambos são moderados de Nova York e enfrentam críticas da ala progressista do partido.

A Blue Dog Coalition, bancada de democratas moderados e conservadores na Câmara, anunciou na quarta-feira a entrada de pelo menos 14 novos integrantes, quase dobrando seu tamanho. Outros grupos centristas, como os New Democrats e o Problem Solvers Caucus, também ampliaram sua representação.

Parlamentares eleitos em estados conservadores afirmaram que o partido deve priorizar medidas graduais e resultados concretos. Rebecca Cooke, eleita em um distrito do oeste de Wisconsin, defendeu a ampliação de coberturas de saúde e a retomada de subsídios previstos na Lei de Cuidados Acessíveis, em vez do sistema universal conhecido como Medicare para Todos.

Cooke também disse que os democratas deveriam concentrar esforços na redução do custo de vida, e não em investigações contra Donald Trump e sua equipe. Segundo ela, a responsabilização do governo poderia ocorrer depois da entrega de resultados imediatos aos americanos.

No Senado, a ala progressista obteve vitórias com Abdul El-Sayed, em Michigan, e Troy Jackson, no Maine. Ao mesmo tempo, a eleição de democratas como Adam Hamilton, do Kansas, Josh Turek, de Iowa, Annie Andrews, da Carolina do Sul, e James Talarico, do Texas, tende a reforçar o centro da bancada.

Talarico afirmou que os eleitores não enviaram os democratas a Washington para promover uma revanche política. Schumer minimizou as divisões internas e disse que progressistas e moderados compartilham prioridades, embora adaptem a comunicação aos diferentes estados.

Mesmo com o controle das duas casas, os democratas dependerão do apoio republicano no Senado para aprovar parte da agenda. Jeffries afirmou que a bancada está aberta ao diálogo bipartidário, desde que as negociações resultem em mudanças concretas para os americanos afetados pelo aumento do custo de vida e pela pressão econômica.

Fonte: O Globo

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