Ir para o conteúdo

quarta-feira, 04 de novembro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

TECNOLOGIA

Google identifica 1,3 milhão de aparelhos Android TV infectados

Google identifica 1,3 milhão de aparelhos Android TV infectados; Brasil tem cerca de 150 mil casos e é o segundo país mais afetado.

Compartilhe
WhatsApp

O Google identificou cerca de 1,3 milhão de aparelhos Android TV infectados por um programa malicioso em diferentes países, incluindo o Brasil, segundo relatório publicado nesta semana. O país registrou cerca de 150 mil casos e aparece como o segundo mais afetado, atrás da Malásia.

De acordo com o Grupo de Inteligência de Ameaças do Google, o software XCPE era incorporado ao firmware de decodificadores e outros dispositivos baseados em Android antes de chegarem aos consumidores. Após a conexão à internet, os aparelhos podiam ser controlados remotamente e receber módulos maliciosos adicionais.

O Google atribui a operação à fabricante Videostrong Technology, sediada em Shenzhen, na China. A empresa produz TV Boxes Android com marca própria e para terceiros, e o relatório afirma ter encontrado evidências de que ela desenvolveu e operou intencionalmente o programa para obter ganhos financeiros indevidos.

O esquema usava as conexões residenciais dos usuários para acessar sites e serviços, gerar visualizações de anúncios, cliques e outras interações em segundo plano. A análise, realizada entre junho e outubro de 2026, estimou que cerca de 3,8 milhões de endereços IP residenciais foram usados para retransmitir tráfego de forma ilegal.

Além de televisores, foram identificados aparelhos de telessaúde, máquinas de karaokê e equipamentos de sinalização digital infectados. O Google informou que o código podia ser reinstalado após a reinicialização do dispositivo e que os aparelhos desativavam a verificação do Google Play Protect.

Na semana passada, o Google adotou medidas para retirar do ar servidores usados na operação. Segundo a empresa, a ação também pode impedir o comprometimento de outros 10 milhões de dispositivos, embora esse grupo não seja formado exclusivamente por aparelhos Android.

A companhia disse ter encerrado as relações com a Videostrong e proibido a fabricante de produzir e vender dispositivos com o sistema Android pré-instalado. O Google também afirmou que alterou seus procedimentos de análise de segurança.

A investigação contou com a participação de Lumen, HUMAN Security, Plume, Synthient, TrendAI e da Agência Nacional de Polícia do Japão. Procurados, a Anatel e a Videostrong não haviam respondido.

Fonte: O Globo

Leia também