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quinta-feira, 05 de novembro de 2026

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Abdul El-Sayed é eleito para o Senado dos EUA pelo Michigan

Abdul El-Sayed é eleito senador pelo Michigan e se torna o primeiro parlamentar de origem árabe e muçulmana no Senado dos EUA.

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O democrata Abdul El-Sayed, de 42 anos, foi eleito para o Senado dos Estados Unidos pelo Michigan, segundo projeções do The New York Times e da CNN. Médico e epidemiologista, ele será o primeiro senador de origem árabe e muçulmana do país, de acordo com as informações divulgadas.

Filho de imigrantes egípcios e integrante da ala esquerda do Partido Democrata, El-Sayed derrotou o republicano Mike Rogers, ex-deputado, ex-agente do FBI e veterano de guerra. A vaga estava aberta após o democrata Gary Peters decidir não disputar a reeleição.

A vitória mantém uma cadeira democrata em um estado decisivo para o equilíbrio do Congresso. Nas eleições de meio de mandato, estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e 36 governos estaduais.

A campanha foi marcada por divisões dentro do Partido Democrata, ataques relacionados à origem e à religião do candidato e pelo debate sobre a guerra em Gaza. El-Sayed classificou a ofensiva israelense como genocídio e defendeu o fim do apoio militar americano a Israel.

O candidato também propôs ampliar a cobertura universal de saúde pública e cortar o financiamento do Serviço de Imigração e Alfândega, conhecido pela sigla ICE. Na eleição primária democrata, ele derrotou por margem apertada Haley Stevens, apoiada pelo grupo tradicional do partido.

Durante a campanha, o republicano Mike Rogers acusou El-Sayed de financiar sua candidatura com dinheiro de grupos terroristas. O democrata também foi questionado sobre atividades sociais de sua mãe ligadas à Irmandade Muçulmana na década de 1970 e afirmou que perguntas desse tipo contribuem para o aumento da islamofobia nos Estados Unidos.

El-Sayed ainda foi criticado por aparecer ao lado do streamer Hasan Piker, que declarou, em 2019, que os Estados Unidos mereceram os atentados de 11 de Setembro. O candidato disse repetidamente que não concorda com a declaração.

Fonte: O Globo

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