Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira ataques limitados contra a ilha iraniana Qeshm, no sul do Estreito de Ormuz, poucas horas depois de Donald Trump afirmar que havia avanços diplomáticos nas negociações com Teerã.
Segundo a imprensa iraniana, os bombardeios provocaram cinco explosões. Autoridades americanas que não quiseram se identificar disseram que a operação teve natureza defensiva.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações americanas no Oriente Médio, não havia se pronunciado sobre o caso. De acordo com o Wall Street Journal, o ataque faz parte de uma série de ofensivas não declaradas contra alvos iranianos nos últimos meses.
Na segunda-feira, Trump afirmou na rede Truth Social que o Irã queria um acordo rapidamente. O vice-presidente JD Vance também declarou que estava otimista, junto com o presidente, sobre a possibilidade de um entendimento.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que as consultas para encerrar o conflito eram intensas. Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador nas conversas com Washington, afirmou que Teerã estava preparada para uma guerra.
O porta-voz iraniano Esmaeil Baqaei declarou que o país poderia reabrir o Estreito de Ormuz por dois dias, caso os Estados Unidos aceitassem uma lista de exigências. Entre elas estão o fim da guerra, o desbloqueio de ativos iranianos, o encerramento das sanções petrolíferas e o fim do bloqueio americano aos portos do país.
Os ataques ocorreram em meio à troca de ameaças entre Washington, Israel e Teerã. No sábado, Trump afirmou que ainda precisava se ocupar de uma ou duas instalações nucleares iranianas, enquanto autoridades iranianas voltaram a advertir sobre possíveis represálias.
A China também promoveu reuniões em Pequim com representantes iranianos e sauditas. Segundo comunicado oficial, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, reafirmou o apoio de seu país ao Irã na defesa de sua soberania e segurança.
Fonte: O Globo