A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) projeta perder R$ 420 milhões em receita em 2027 por causa da medida provisória que restringe a atuação de casas de apostas no Brasil. A estimativa foi apresentada pelo advogado Igor Mauler Santiago, representante da entidade, em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, nesta terça-feira (3).
Segundo Santiago, a CBF tem apenas três produtos superavitários: a seleção masculina principal, a Copa do Brasil e a Série A do Campeonato Brasileiro. As outras 26 competições seriam deficitárias e financiadas pela confederação.
O advogado afirmou que a saída das casas de apostas ocorre durante a renegociação do ciclo de patrocínios de 2027 a 2030 e estimou que a perda de receita da CBF aumentará ao longo dos anos.
Santiago também disse que os clubes podem deixar de receber R$ 5,4 bilhões em patrocínios até 2030. Para ele, a redução do fluxo de capital provocará excesso de ofertas de propriedades de patrocínio e queda nos valores negociados.
O representante da CBF defendeu uma solução que, segundo ele, concilie saúde pública, segurança jurídica e sustentabilidade financeira dos clubes de futebol.
Fonte: O Globo