Yousef Jabareen, líder da Lista Conjunta, principal partido árabe-israelense com representação no Parlamento de Israel, afirmou em 2 de novembro de 2026 que a oposição precisa reconhecer a realidade política do país e unir forças para substituir o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Em entrevista à agência AFP, Jabareen disse que a atual aritmética do Knesset impede a formação de um governo oposicionista sem coordenação com a Lista Conjunta. Nenhum bloco alcançou as 61 cadeiras necessárias para obter maioria.
A coalizão de apoio a Netanyahu conquistou 53 assentos, enquanto a oposição reunida em torno do ex-chefe do Estado-maior Gadi Eisenkot ficou com 48. As siglas árabe-israelenses chegaram a 19 cadeiras, resultado considerado histórico no texto de origem.
Os partidos árabe-israelenses realizaram uma reunião conjunta em Nazaré, no norte de Israel, para tentar unificar posições antes das consultas sobre a formação do governo. O líder do Ra'am, Mansour Abbas, colocou a legenda à disposição de um futuro gabinete, enquanto a Lista Conjunta demonstrou resistência durante a campanha.
A possibilidade de cooperação também enfrenta oposição dentro do bloco contrário a Netanyahu. Avigdor Lieberman confirmou apoio a Eisenkot para primeiro-ministro e a Yair Lapid para líder do Parlamento, mas rejeitou uma aliança com os partidos árabes por considerar que ela resultaria em um governo sem estabilidade.
Os líderes oposicionistas devem se reunir nesta terça-feira para definir uma estratégia em busca de maioria. O presidente Isaac Herzog fará consultas oficiais com representantes dos partidos na quarta-feira e, depois, deverá começar o processo de formação do próximo governo.
Fonte: O Globo