Democratas ampliam a mobilização no Texas, nos Estados Unidos, diante do receio de que o governo de Donald Trump conteste resultados em caso de avanço do partido nas eleições para o Senado, a Câmara e o governo estadual.
Em Austin, eleitores e voluntários participam de ações de campanha, treinamento de fiscais e preparação de equipes jurídicas para eventuais disputas judiciais. A cidade é considerada uma ilha liberal em um estado historicamente dominado pelos republicanos.
Na loja Little Gay Shop, voltada à comunidade LGBTQIA+, as gerentes Jordan Shafer, de 28 anos, e Camry Bishop, de 29, relatam aumento na procura por buttons e pins com mensagens contra Trump, o governador Greg Abbott e o secretário estadual de Justiça, Ken Paxton.
As duas afirmaram que a mobilização também busca responder a uma eventual acusação de fraude. Segundo elas, democratas temem repetir a derrota na disputa pelo Senado em 2018, quando a diferença ficou abaixo de três pontos percentuais.
Os democratas locais dizem contar com 45 mil voluntários atuando até o dia da eleição. Também organizaram aulas virtuais para orientar fiscais, com ao menos um voluntário registrado em cada centro de contagem dos 181 distritos eleitorais do estado, segundo a reportagem.
O redesenho dos distritos eleitorais do Texas, antecipado em agosto de 2025 após um pedido de Trump, deixou cinco cadeiras adicionais com eleitorado majoritariamente conservador, de acordo com estrategistas democratas citados na matéria.
Eleitores ouvidos em Austin manifestaram preocupação com possíveis intervenções federais, recontagens ou alegações de participação de imigrantes sem documentos. Essas possibilidades foram apresentadas como receios e não como fatos ocorridos no estado.
A reportagem também menciona uma investigação criminal anunciada pelo Departamento de Justiça sobre a suposta inscrição de milhares de estrangeiros em listas eleitorais. O texto cita ainda ações relacionadas às eleições em outros estados e declarações de Trump sobre uma suposta interferência estrangeira, sem confirmação do setor de inteligência americano.
Fonte: O Globo