Barack Obama voltou aos palanques em Texas, Geórgia, Michigan e Ohio na reta final das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para terça-feira, e passou a apoiar candidatos democratas em disputas para o Senado e governos estaduais.
Aos 65 anos, o ex-presidente tem usado o carisma e o humor para criticar o presidente Donald Trump e sua administração. A atuação também é vista por novos democratas como uma referência para renovar o partido e alcançar eleitores em estados de maioria conservadora.
Entre os candidatos apoiados estão Jon Ossoff, na Geórgia; Abdul El-Sayed, no Michigan; James Talarico, no Texas; e Amy Acton, em Ohio. Segundo o cientista político Jonathan K. Hanson, da Universidade de Michigan, Obama oferece uma presença tranquilizadora e inspiradora para essa nova geração.
Em um comício no Michigan, Obama criticou o que classificou como corrupção, capitalismo de compadrio e incompetência na política do governo Trump. Ele também ironizou reformas na Casa Branca e afirmou que a administração reage a piadas, mas não enfrenta temas como inflação e preços elevados.
Na Geórgia, o ex-presidente voltou a atacar a estratégia da Casa Branca e disse que o governo utiliza distrações para afastar os eleitores dos problemas que considera prioritários. Em Ohio, defendeu Amy Acton após ataques eleitorais dirigidos contra a candidata.
A influência de Obama também aparece na campanha de El-Sayed, que busca se tornar o primeiro senador árabe-americano no Capitólio. O colunista Carlos Lozada, do New York Times, comparou a estratégia do candidato às primeiras campanhas de Obama, marcadas pela resposta a ataques sobre sua origem e identidade.
Fonte: O Globo