Ir para o conteúdo

domingo, 01 de novembro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

MUNDO

Especialista vê vitória de Lula como barreira à extrema direita

Professor da PUC-Rio diz que a vitória de Lula transformou o Brasil em exemplo de resistência democrática à extrema direita.

Compartilhe
WhatsApp

O professor João Daniel Almeida, da PUC-Rio, afirmou em entrevista ao GLOBO que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva transformou o Brasil em exemplo de contenção da extrema direita por meios democráticos.

Segundo Almeida, a repercussão internacional da eleição brasileira aumentou após a virada de Lula e a fuga para os Estados Unidos do senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para o professor, a combinação dos episódios chamou a atenção de políticos democratas americanos antes das eleições legislativas.

O especialista avaliou que uma eventual vitória dos democratas poderia elevar o custo político da aproximação do governo de Donald Trump com o bolsonarismo. Ele também afirmou que Trump tende a respeitar vencedores e pode se afastar de figuras que perderam influência política.

Almeida disse ainda que uma possível derrota dos republicanos nas eleições legislativas reduziria a capacidade de Trump de aprovar medidas, mas não necessariamente permitiria a abertura e a conclusão de um processo de impeachment.

Na avaliação do professor, o questionamento de Trump sobre a vitória de Lula rompeu a normalidade das relações entre Estados Unidos e Brasil, embora ele considere provável que o presidente americano reconheça o resultado após as eleições legislativas.

O entrevistado também apontou a regulamentação das redes sociais e a soberania digital brasileira como temas com potencial para afetar mais profundamente a relação entre os dois países do que as divergências sobre as eleições ou o acolhimento de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos.

Para Almeida, o resultado brasileiro expôs limites da política de expansão americana na América Latina e pode enfraquecer a influência do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, especialmente se os democratas vencerem as eleições legislativas.

Fonte: O GLOBO

Leia também