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domingo, 01 de novembro de 2026

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POLÍTICA

Ala paulista do PT perde influência após eleição, e Nordeste ganha força

Após a eleição, o PT do Nordeste e Geraldo Alckmin ganham influência, enquanto a ala paulista perde espaço na articulação do próximo governo.

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A ala paulista do PT perdeu influência na campanha pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o partido no Nordeste e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ampliaram o protagonismo no segundo turno. A reorganização pode influenciar a composição do próximo governo e a disputa pela sucessão presidencial em 2030.

Na coordenação da etapa final da campanha, o senador Camilo Santana (PT-CE), o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o senador eleito Rui Costa (PT-BA) assumiram posições de destaque. O deputado André Janones (Rede-MG) também ganhou espaço na mobilização digital, com o canal de WhatsApp “Exército do Lula”.

O presidente do PT, Edinho Silva, deputado federal eleito por São Paulo, foi alvo de críticas internas pela condução do partido e da campanha. A ex-senadora e ex-ministra Kátia Abreu afirmou, em reunião da cúpula petista, que a coordenação nacional era formada por “paulistas sem voto”.

Lula chegou a classificar a campanha como a mais desorganizada que já disputou, segundo o conteúdo original. Depois, em publicação nas redes sociais, disse que a dedicação de Edinho foi “fundamental” para a vitória. Aliados do dirigente afirmam que ele mantém o apoio do presidente e de lideranças petistas, inclusive no Nordeste.

Fernando Haddad também enfrenta críticas internas após perder no primeiro turno para Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo de São Paulo. Aliados dizem que o ex-ministro da Fazenda aceitou concorrer a pedido de Lula e destacam sua atuação no segundo turno, quando a votação do presidente no estado passou de 38,20% para 46,15% dos votos válidos.

Haddad é cotado para a Casa Civil, o Ministério das Relações Exteriores ou o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Rafael Fonteles, Camilo Santana e Rui Costa também são lembrados para cargos de destaque: Fonteles para a Fazenda, Camilo para a Casa Civil ou a Segurança Pública, e Rui Costa para uma pasta de infraestrutura.

Alckmin foi elogiado por Lula após o resultado da eleição e é visto por interlocutores como possível ocupante de uma pasta de maior projeção. A Fazenda é uma das opções, o que poderia colocá-lo em disputa por espaço com Fonteles.

A possível escolha para a Fazenda também expõe divergências sobre a política econômica. José Guimarães disse que o governo não discutia um ajuste fiscal, mas recuou depois nas redes sociais, enquanto Guilherme Boulos criticou cortes em políticas sociais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu uma política fiscal voltada ao centro da meta de resultado primário e a revisão de despesas obrigatórias.

O governo também busca ampliar o apoio de partidos do Centrão no Congresso e pode dar mais espaço a jovens na próxima composição ministerial. Aliados de Lula afirmam que o presidente pretende formar uma base mais comprometida com a agenda do Planalto.

O deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA) avaliou que é natural o Nordeste ter maior representação após o desempenho eleitoral, mas disse que isso não significa reduzir a influência de São Paulo. Para aliados, Haddad deixou de ser o único nome associado à sucessão de Lula e passou a dividir espaço com Fonteles e Camilo.

Fonte: O Globo

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