O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta sexta-feira (30) que as autoridades trabalham para identificar as vítimas do acidente ferroviário ocorrido na quarta-feira (28), em Urda. O desastre matou ao menos 69 pessoas, enquanto cerca de 70 continuam desaparecidas e apenas 13 corpos foram identificados.
Segundo Sánchez, cidadãos de até 27 nacionalidades podem estar entre os afetados. O governo não esclareceu se a estimativa considera listas de passageiros, documentos encontrados no local ou identificações positivas, incluindo pessoas feridas.
O necrotério de Toledo concentra os trabalhos de identificação. Famílias forneceram amostras de DNA, e o governador de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, informou que há 70 registros de desaparecidos, número que pode incluir pessoas entre os mortos ainda não identificados.
García-Page afirmou que as equipes recolheram corpos completos e até 31 bolsas mortuárias com restos mortais parciais. As buscas continuam entre os vagões retorcidos, com o apoio de guindastes e cães farejadores.
A colisão envolveu um trem de alta velocidade da companhia estatal Renfe, que atingiu uma composição da empresa privada Iryo parada na via entre Madri e Sevilha. A investigação sobre as causas prossegue.
O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, atribuiu o acidente a um sistema de segurança obsoleto e responsabilizou o governo. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, descartou renunciar e afirmou que o sistema LZB apresentou problemas 170 vezes no ano, frequência que classificou como normal para os padrões europeus.
Após o acidente, 110 pessoas foram hospitalizadas, segundo as autoridades regionais. Dessas, 71 receberam alta, enquanto 39 permanecem internadas com evolução considerada razoavelmente positiva pelo governador.
Fonte: O Globo