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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

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POLÍTICA

PL tenta conter discurso de fraude de Flávio Bolsonaro

Cúpula do PL tenta conter acusações de fraude feitas por Flávio Bolsonaro e teme novas declarações do senador nos Estados Unidos.

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A cúpula do PL tenta convencer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está nos Estados Unidos, a abandonar acusações de fraude na eleição presidencial após a divulgação de uma carta em que ele questionou o resultado das urnas sem apresentar provas.

O partido teme que uma entrevista coletiva prevista para a semana seguinte, nos Estados Unidos, traga novas declarações sobre a derrota eleitoral e a decisão do senador de permanecer no exterior.

Dirigentes do PL avaliam que a insistência nas acusações pode dificultar a reorganização da oposição, a construção de alianças no Congresso e as negociações para as presidências da Câmara e do Senado.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, criticou a carta após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Segundo ele, o documento não foi aprovado pela direção partidária.

“Ninguém quer ter problema, ninguém aprova essa situação que aconteceu com o Flávio. O Flávio passou por uma situação difícil, compreendemos, mas não aprovamos. Queremos tocar o país para a frente”, afirmou Valdemar.

O dirigente também disse que a viagem de Flávio surpreendeu integrantes do partido e da família Bolsonaro. “Nem o Bolsonaro sabia, ninguém sabia, eu também não sabia”, declarou.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio, também se distanciou das acusações. “O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, disse na quarta-feira.

Marinho afirmou que não foi consultado sobre o conteúdo da carta e disse desconhecer como Flávio pretende exercer a liderança da oposição a partir dos Estados Unidos.

Divulgada na quarta-feira, a primeira versão da carta apresentava Flávio como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e alegava fraude na votação. O documento foi substituído por outro, no qual o senador passou a se definir como líder do Brasil, mas manteve os questionamentos ao resultado eleitoral.

Fonte: O Globo

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