Centenas de milhares de estudantes e trabalhadores participaram de protestos em dezenas de cidades da Itália nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, contra o alto custo de vida e por mais recursos para as escolas.
A greve geral convocada pelo sindicato USB reuniu também caminhoneiros, taxistas e agricultores, que criticaram o aumento dos preços dos combustíveis e os gastos maiores com defesa. O sindicato estimou a participação entre 1 milhão e 1,5 milhão de pessoas, mas as autoridades não divulgaram números oficiais.
As manifestações ocorreram em cidades como Roma, Milão, Bolonha, Gênova, Nápoles e Turim. Em Roma, milhares de pessoas saíram da estação Termini em direção ao Coliseu, enquanto estudantes pediram mais moradias e verbas para a educação.
Em Milão, o ato seguiu da estação central para a periferia, onde jovens haviam saqueado lojas e entrado em confronto com a polícia duas semanas antes. Em Turim, policiais usaram jatos de água para afastar manifestantes da sede da Prefeitura; em Roma, jovens arremessaram garrafas, viraram lixeiras e incendiaram uma delas perto do fim do protesto.
O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni endureceu as leis sobre manifestações públicas após confrontos registrados em Milão no fim de semana de 17 e 18 de outubro. Na semana passada, também aprovou um pacote de auxílio de 175,2 milhões de euros para caminhoneiros, agricultores e pescadores afetados pela alta dos combustíveis atribuída à guerra no Oriente Médio.
Medidas voltadas a jovens e famílias também estão previstas no projeto de orçamento de 2027, que é discutido pelos partidos da coalizão de governo.
Fonte: O Globo