Christa Pike, de 50 anos, pediu nesta sexta-feira (30) a um juiz federal do Tennessee o fim do isolamento solitário na prisão para onde voltou em 9 de outubro, após sobreviver a uma tentativa malsucedida de execução.
Em um pedido de emergência, os advogados afirmam que Pike permanece sozinha na enfermaria desde que recebeu alta do hospital. Segundo a defesa, as autoridades não informaram quando ela poderá voltar a ter contato com outras detentas.
O acordo judicial firmado em 2024 permitia que Pike trabalhasse, fizesse refeições, praticasse exercícios e socializasse com outras mulheres sob custódia. De acordo com os documentos, esses direitos foram suspensos após seu retorno à prisão.
Pike afirma que o isolamento tem provocado consequências psicológicas graves. Antes do acordo, ela passou 28 anos em confinamento solitário e declarou à Justiça que cada novo dia nessas condições agrava seu sofrimento.
Os documentos também registram que Pike teria sido obrigada a limpar sozinha um chuveiro infestado de baratas, apesar de apresentar queimaduras graves, danos nos nervos e ferimentos dolorosos atribuídos à tentativa de execução.
Os advogados Angie Bergman, Brian Roark e Hannah Webber acusam as autoridades estaduais de ignorarem alertas anteriores sobre o descumprimento do acordo. A defesa pediu que Pike seja transferida para uma ala onde outras mulheres recebem atendimento médico e solicitou que o Estado responda até 4 de novembro.
Pike sobreviveu à tentativa de execução em 30 de setembro, no Tennessee, após receber duas doses de substâncias letais. Ela precisou de ventilação mecânica e permaneceu por mais de uma semana em uma unidade de terapia intensiva.
A detenta está no corredor da morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, cometido em 1995, quando Pike tinha 18 anos. O governador do Tennessee, Bill Lee, afirmou esperar a manutenção da pena de morte, a menos que uma decisão judicial determine o contrário.
Fonte: O Globo