A defesa de Daniel Vorcaro, do Banco Master, contratou um perito e apresentou uma análise preliminar que aponta alterações no celular apreendido pela Polícia Federal em 17 de novembro de 2025.
Segundo os advogados, o aparelho registrou três conexões pela porta USB enquanto estava sob custódia policial. A perícia também identificou modificações no banco de dados do WhatsApp e registros de senhas criadas ou alteradas.
A defesa afirma que, no dia seguinte à prisão, 657 arquivos foram modificados e 436 foram criados. Entre os arquivos modificados, 59 seriam bancos de dados; entre os criados, haveria 94 imagens e cinco bancos de dados.
O relatório pericial ressalva que os registros, isoladamente, não permitem determinar quem operou o dispositivo, se houve intervenção humana deliberada ou qual foi a natureza e a extensão das alterações.
A defesa também afirma que o relatório entregue pela PF contém 340 arquivos com datas de modificação em 13 e 14 de maio de 2026, embora a extração do conteúdo esteja datada de 19 de novembro de 2025. Os advogados pedem a preservação e a entrega dos dados brutos originais da extração.
Fonte: O Globo