A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) afirmou, em nota divulgada em 30 de outubro de 2026, que a análise contratada pela defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não comprova por si só que o celular do banqueiro foi adulterado.
Segundo a entidade, eventuais alterações em registros digitais do aparelho não significam necessariamente que o conteúdo tenha sido modificado ou que sua integridade esteja comprometida. A APCF também disse que o questionamento da defesa, isoladamente, não comprova falha na produção da perícia.
A manifestação respondeu aos advogados de Vorcaro, que contestaram a autenticidade de conteúdos vazados e afirmaram que arquivos do celular foram alterados depois da apreensão pela Polícia Federal. A defesa sustenta que, por isso, não seria possível verificar integralmente as provas.
De acordo com os advogados, um perito contratado pela defesa identificou, no dia seguinte à prisão, 657 arquivos modificados, incluindo 59 bancos de dados, e 436 arquivos criados, entre eles 94 imagens e cinco bancos de dados.
O relatório particular afirma, porém, que os registros não permitem determinar quem operou o aparelho, se houve intervenção humana deliberada ou qual foi a natureza e a extensão das alterações. A análise considerou laudos produzidos pela Polícia Federal e extrações integrais do telefone.
A APCF afirmou ainda que a perícia criminal federal segue procedimentos de cadeia de custódia para preservar a autenticidade, a fidedignidade e a rastreabilidade dos vestígios examinados.
Fonte: O Globo