O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, prometeu investigar até o fim as causas da colisão entre dois trens de alta velocidade que deixou pelo menos 69 mortos na quarta-feira, perto de Urda, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri.
A Espanha iniciou nesta quinta-feira três dias de luto nacional. Equipes de resgate continuam as buscas entre os vagões destruídos, com o auxílio de dois grandes guindastes.
Segundo o ministro dos Transportes, Óscar Puente, uma falha informática afetou um trecho ferroviário de aproximadamente 69 quilômetros e levou à paralisação de cerca de seis trens. Um trem da Renfe, que seguia de Madri para Sevilha, retomou a viagem e atingiu por trás uma composição da Iryo que estava parada nos trilhos.
Puente afirmou que a retomada da circulação ocorreu sem as precauções de velocidade previstas e classificou a ordem como equivocada. As circunstâncias da decisão e uma eventual negligência estão entre os pontos que serão analisados pela investigação.
No município de Urda, uma escola foi preparada para receber familiares em busca de informações sobre passageiros. A Guarda Civil instalou postos em Madri, Toledo, Córdoba e Sevilha para coletar amostras de DNA, e também foram abertos pontos de doação de sangue em Castilla-La Mancha e Madri.
O acidente reacendeu o debate sobre a segurança da rede ferroviária espanhola, menos de um ano após outra colisão entre trens de alta velocidade em Adamuz, na Andaluzia, que deixou 46 mortos em janeiro.
Fonte: O Globo