A governadora de Nova York, Kathy Hochul, promulgou na quarta-feira uma lei que restringe a interação de menores com assistentes virtuais de inteligência artificial no estado americano.
A norma determina que as operadoras de chatbots verifiquem a idade dos usuários e desativem determinados recursos quando identificarem que a pessoa é menor de idade. Nesses casos, o sistema não poderá gerar conteúdo que sugira ser humano, estar vivo ou ter sentimentos humanos.
A medida alcança a maioria dos chatbots disponíveis no mercado e tem escopo mais amplo do que leis aprovadas anteriormente por outros estados americanos, incluindo a Califórnia.
A Tech:NYC, organização que representa o setor de tecnologia em Nova York, criticou a lei por considerar sua linguagem imprecisa e questionou uma possível violação da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão.
A OpenAI apoiou a posição da Tech:NYC. Anthropic e Google não responderam de imediato às consultas da AFP.
A Common Sense Media, associação voltada a orientar pais sobre produtos de mídia e tecnologia para crianças e adolescentes, comemorou a aprovação e classificou a medida como a lei de segurança da inteligência artificial para crianças mais robusta do país. Jim Steyer, diretor da organização, afirmou que Nova York fez história.
Fonte: O Globo