O senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (28) no Senado que não há provas de fraude eleitoral e atribuiu a um "erro de confecção" a versão de uma carta em que o aliado se declarou "presidente eleito" do Brasil.
Segundo Marinho, o Partido Liberal não pode afirmar que houve fraude nas urnas. Ele disse que a manifestação oficial de Flávio o apresenta como "líder" e avaliou que o senador é hoje a maior expressão da direita no país.
Marinho também afirmou que Flávio poderá exercer a liderança da oposição a partir dos Estados Unidos. Para o senador, no Brasil o aliado correria risco de ser preso e não conseguiria atuar livremente, sob ameaça ou com o passaporte retido.
Flávio publicou duas versões da carta após deixar o Brasil. Na primeira, afirmou ser o "verdadeiro presidente eleito" e acusou, sem apresentar provas, a existência de fraude na eleição; depois, substituiu o trecho por "líder do Brasil".
O senador deixou Brasília na terça-feira (27), seguiu até a fronteira com a Argentina e embarcou para os Estados Unidos, onde anunciou que pretende comandar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A saída ocorreu após a campanha contestar o resultado das urnas e depois de o ministro Alexandre de Moraes determinar o recolhimento de seu passaporte.
Na carta, Flávio agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, e prometeu apresentar nos próximos dias uma estratégia de mobilização de seus apoiadores a partir do exterior.
Fonte: O Globo