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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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ECONOMIA

FMI pede à Argentina mais empregos e investimentos

FMI recomenda que a Argentina direcione os ganhos da estabilização financeira para criar empregos e ampliar os investimentos.

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou à Argentina que use os ganhos da estabilização financeira para ampliar a geração de empregos e os investimentos, afirmou nesta quinta-feira (29) a porta-voz da instituição, Julie Kozack.

Segundo Kozack, a equipe técnica do Fundo e as autoridades argentinas chegaram a um entendimento sobre medidas para transformar a estabilização em crescimento mais sólido e criação de postos de trabalho. A porta-voz avaliou o desempenho macroeconômico do país como “impressionante”.

Uma missão técnica do FMI também chegou a um acordo com o governo argentino para liberar cerca de US$ 900 milhões do programa de crédito de quatro anos. O conselho da instituição deve analisar a nova parcela no início de dezembro.

O Acordo de Facilidades Estendidas foi aprovado há um ano, no valor de US$ 20 bilhões. O FMI tem elogiado o ajuste nos gastos públicos promovido pelo governo de Javier Milei, mas reconhece que as medidas ainda não resultaram na criação de empregos.

A União Industrial Argentina afirmou recentemente que cerca de 90 mil postos de trabalho foram perdidos desde agosto de 2023. Para o FMI, a Argentina conseguiu conter a inflação e o déficit público, mas precisa estimular o investimento privado e apoiar a demanda interna.

Kozack defendeu maior flexibilidade no mercado de trabalho para favorecer a contratação no setor privado e citou o avanço de concessões de infraestrutura já adjudicadas. De acordo com a porta-voz, foram aprovados projetos avaliados em mais de US$ 70 bilhões, além de reformas trabalhistas e de mercado aprovadas no início deste ano.

Sobre uma possível alta do risco-país, o FMI recomendou que a Argentina mantenha a execução do programa, especialmente a acumulação de reservas internacionais líquidas.

Fonte: O Globo

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