Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, divulgou dos Estados Unidos uma carta na qual se autodeclara presidente eleito do Brasil e questiona o resultado das urnas sem apresentar provas.
O documento foi publicado inicialmente pelo aliado Paulo Figueiredo e depois compartilhado por Flávio na rede social X. A carta substituiu uma coletiva de imprensa que o senador havia anunciado para Miami.
Na primeira versão, Flávio afirmou ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e disse que lideraria a oposição a partir dos Estados Unidos. Após a repercussão, publicou uma nova versão na qual se identifica como “líder do Brasil”.
O senador também alegou que não deixou o país por fuga, mas para escapar do que chamou de “regime de exceção”. A carta menciona o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, e afirma que Flávio assumirá riscos que seus aliados não poderiam correr.
Ao questionar a votação, Flávio citou a extensão do horário eleitoral em duas horas após interrupções no transporte público em capitais. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mencionados no texto, 34.993 pessoas votaram entre 17h e 19h, o equivalente a 0,027% dos votos do segundo turno. Lula terminou a apuração com vantagem de 4.430.191 votos.
Flávio agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei. Questionado pela imprensa americana, Trump afirmou que não comentaria a carta e que não se envolveria no assunto.
Fonte: O Globo