O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro atingiu 50,1% da renda anual em agosto, segundo relatório divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (29). O índice subiu 0,2 ponto percentual e alcançou o maior nível da série histórica da instituição.
O indicador inclui financiamentos, empréstimos pessoais, crédito consignado e dívidas no cartão de crédito. Já o comprometimento da renda mensal com o pagamento das parcelas passou de 28,8% para 29%, também o maior patamar desde o início da série, em março de 2011.
O endividamento havia recuado para 47,7% em dezembro de 2023, após o lançamento do programa Desenrola, em julho daquele ano. A iniciativa de renegociação vigorou até maio de 2024.
Segundo o conteúdo divulgado, a alta da taxa básica de juros iniciada em setembro de 2024 encareceu o crédito e pressionou o orçamento das famílias. A Selic chegou a 15% ao ano e está atualmente em 13,75%.
Em maio de 2026, o governo lançou uma nova versão do Desenrola, com descontos de até 90% para famílias com renda de até cinco salários mínimos. O programa terminou em agosto, após renegociar mais de R$ 22,4 bilhões em dívidas.
Em setembro, o governo anunciou uma terceira etapa, que prevê a compra de dívidas antigas pela União para facilitar a renegociação. A expectativa é alcançar até 15 milhões de pessoas, com novos acordos previstos para começar em fevereiro de 2027.
Fonte: O Globo