União Brasil, PSD e MDB defenderam o resultado da eleição realizada no domingo, que deu a vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar duas versões de uma carta em que questiona, sem apresentar provas, a legitimidade das urnas.
Na primeira versão, Flávio se autointitula “presidente eleito” do país. Na segunda, atribui a si a condição de “líder do Brasil”.
O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, afirmou que a democracia é um “valor inegociável” para o partido e que o pleito transcorreu com lisura. Segundo ele, o resultado deve ser respeitado e as instituições precisam se sobrepor às pessoas.
Rueda também defendeu o encerramento da disputa eleitoral e a concentração nos desafios do país.
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, reafirmou uma nota divulgada na segunda-feira, na qual o partido cumprimentou Lula e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, desejou um bom governo à equipe eleita e reiterou seu compromisso com a democracia.
O perfil do MDB no X, antigo Twitter, publicou mensagem com “total confiança no sistema eleitoral brasileiro” e na legitimidade do resultado do pleito.
Líder do governo na Câmara, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que recebeu com “total perplexidade” a manifestação de Flávio. Para o deputado, o senador tenta propor um “levante” e levantar suspeitas sobre as instituições brasileiras perante a comunidade internacional.
Pimenta defendeu um movimento amplo em defesa da democracia e da soberania brasileira, com participação de partidos, do Judiciário e da sociedade civil. Ele classificou a iniciativa de Flávio como uma ação de “traição à pátria” e pediu uma resposta “contundente”.
Fonte: O Globo