O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 530 denúncias de assédio eleitoral entre as 23h59 de 25 de outubro e as 17h45 de 27 de outubro, após o resultado das eleições.
O volume representa 21,4% das 2.467 denúncias registradas pelo órgão em todo o ano. Até o fim do primeiro turno, o MPT havia recebido 991 casos; no segundo turno, foram registrados outros 946.
Segundo o MPT, as denúncias apontam a continuidade de práticas de assédio eleitoral após o encerramento da votação, incluindo publicações que incentivam empresários a demitir trabalhadores por sua escolha política.
Ameaças de demissão, dispensas, recusa de contratação e outras retaliações motivadas pelo voto podem configurar assédio eleitoral e ser investigadas pelo órgão. O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, afirmou que a liberdade de escolha política deve ser respeitada no ambiente profissional.
Também circulam nas redes sociais listas de boicote e pedidos para negar oportunidades de trabalho e serviços a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As manifestações foram atribuídas a políticos, empresários e influenciadores, incluindo a vereadora londrinense Jessicão (PL), a influenciadora Josiflora e o empresário Rapha Hanzol.
Fonte: O Globo