O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) determinou o pagamento mensal de R$ 17.562,80 à ex-presidente Dilma Rousseff, em reparação econômica por perseguição política e tortura durante a ditadura militar. A decisão foi publicada no Diário Oficial e também prevê R$ 6.616.492,19 em parcelas retroativas.
A reparação tem caráter permanente e cumpre decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que determinou o pagamento em prestação mensal com base no salário médio do cargo ocupado por Dilma antes da prisão.
Segundo a publicação, os valores retroativos correspondem às diferenças devidas desde 21 de outubro de 1997. Do total, deverão ser descontados os valores já recebidos, conforme os critérios de apuração e atualização definidos na decisão judicial.
No ano anterior, a Comissão de Anistia do MDHC reconheceu Dilma como anistiada política. Ela foi presa aos 22 anos por atuar em uma organização de resistência ao regime, passou por sessões de tortura nos anos 1970 e deixou o curso de Economia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Em agosto de 2025, o Ministério havia determinado o pagamento de uma indenização única de R$ 100 mil. A mudança ocorreu porque a decisão judicial considerou a perda do vínculo de trabalho de Dilma com a Fundação de Economia e Estatística (FEE) do Rio Grande do Sul em razão da prisão.
Fonte: O Globo