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terça-feira, 27 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

Juristas divergem sobre apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro

Juristas divergem sobre a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro e avaliam possíveis consequências da saída do país.

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Juristas ouvidos nesta terça-feira divergem sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de apreender o passaporte de Flávio Bolsonaro (PL), que, segundo aliados, deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos.

Os especialistas avaliam que a saída do país pode abrir caminho para novas medidas contra o senador. A Polícia Federal pediu a apreensão do documento sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo informações divulgadas pelo GLOBO.

Marcelo Crespo, coordenador do Departamento de Direito da ESPM, criticou a fundamentação da medida e afirmou que seriam necessários atos concretos de Flávio que indicassem intenção de deixar o país. Para ele, porém, o descumprimento da cautelar pode ser reconhecido caso o senador tenha sido oficialmente informado da proibição antes de viajar.

Elival Ramos, professor de Direito Constitucional da Universidade de São Paulo (USP), também classificou a decisão como excessiva e disse que ela passa uma imagem de retaliação. Segundo ele, Flávio é investigado em dois inquéritos, mas não há prisão decretada.

Renato Stanziola Vieira, doutor em Direito Processual Penal pela USP, afirmou que a retenção do passaporte é uma medida cautelar prevista no Código de Processo Penal. Para o especialista, a saída do país pode afetar o andamento das investigações e justificar outras medidas, inclusive uma eventual prisão preventiva.

Álvaro Jorge, professor da FGV Direito Rio, avaliou que a entrega do passaporte estava vinculada ao risco de fuga e que a saída do país, caso tenha ocorrido com conhecimento da decisão judicial, pode caracterizar desobediência.

Fonte: O Globo

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